Rubio admite negociações com Cuba e diz esperar "bom resultado" para a ilha
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, manifestou hoje confiança num entendimento entre Washington e Havana, afirmando esperar um "bom resultado" para o povo cubano.
"Vamos falar com eles, vamos trabalhar nisso; queremos algo bom para o povo cubano e, com sorte, haverá um bom resultado para eles", asssegurou Rubio durante uma reunião de gabinete na Casa Branca presidida pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Rubio, filho de emigrantes cubanos, defendeu que a situação em Cuba representa uma questão de segurança nacional para os Estados Unidos.
"Ter um Estado falhado a 145 quilómetros da costa americana representa uma ameaça à segurança nacional do país", salientou o chefe da diplomacia norte-americana, acusando ainda o regime cubano de ser governado por "um grupo de comunistas incompetentes" e criticando o conglomerado militar cubano GAESA, que disse controlar cerca de 70% da economia da ilha sem beneficiar a população.
As declarações surgem num contexto de crescente pressão do Governo do Presidente Donald Trump sobre Havana, incluindo novas sanções contra dirigentes políticos e militares cubanos, acusações criminais contra o ex-Presidente cubano Raúl Castroe um reforço do embargo energético à ilha.
Apesar da retórica agressiva, Washington e Havana mantêm contactos diplomáticos discretos.
Trump afirmou em março que Cuba estava a negociar diretamente com o seu Governo e, em particular, com Rubio.
Segundo vários meios de comunicação norte-americanos, o diretor da CIA, John Ratcliffe, deslocou-se recentemente a Cuba no âmbito dessas conversações, nas quais terá participado Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Fidel Castro.
O Governo norte-americano tem defendido uma "nova relação" com Cuba, condicionada a reformas políticas e económicas profundas, incluindo eleições multipartidárias e redução da influência militar na economia.
Por seu lado, Havana acusa Washington de tentar promover uma mudança de regime e denuncia preparativos para uma eventual agressão militar norte-americana.