Aeroporto de Hong Kong reabre segundo terminal com meta de 30 milhões de viajantes
O segundo terminal do aeroporto de Hong Kong foi hoje reaberto, para já com apenas uma companhia aérea, mas com mais 14 previstas para começar operações até 10 de junho.
O primeiro voo a partir da nova infraestrutura partiu às 08:05 (01:05 em Lisboa), com destino ao Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, a capital financeira da China, situada no leste do país.
Segundo o portal na Internet da operadora, a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), o segundo terminal deverá receber hoje 33 voos da companhia Hong Kong Airlines.
A diretora executiva da AAHK, Vivian Cheung Kar-fay, disse à imprensa local que cerca de 4.200 passageiros deverão usar hoje o segundo terminal, com mais seis companhias aéreas dedicadas a voos regionais a começar operações na quinta-feira.
O Governo de Hong Kong previu que, durante o primeiro ano de operações, cerca de oito milhões de pessoas passem pelo segundo terminal, que tem capacidade para 30 milhões de passageiros.
A reabertura do segundo terminal faz parte da expansão do aeroporto, orçada em 141,5 mil milhões de dólares de Hong Kong (15,3 mil milhões de euros), e iniciada em 2016, que incluiu também a construção de uma terceira pista, inaugurada em 2024.
Em 2025, passaram pelo aeroporto 61 milhões de passageiros. Vivian Cheung Kar-fay previu um aumento de 15% para 70 milhões este ano.
Em fevereiro, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Alexandre Leitão, disse na rede social Facebook que tinha discutido "assuntos de interesse mútuo" numa reunião com Vivian Cheung Kar-fay, e o responsável da AAHK pelo desenvolvimento de novas rotas.
A AAHK disse à Lusa que tem procurado "estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do setor global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários" para cooperar "no desenvolvimento de rotas".
A operadora disse ainda que tem trabalhado com o Governo local para "estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os já existentes".
Hong Kong não tem atualmente qualquer acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018.
Em abril, o regulador da aviação civil de Macau admitiu que a região chinesa abandonou o plano, anunciado em 2020, para utilizar parte do atual terminal marítimo de passageiros da Taipa na expansão do aeroporto.
O presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, lembrou que, "após a conclusão das obras de ampliação por aterro, a capacidade será aumentada para, pelo menos, 13 milhões de passageiros por ano".
Em 2025, o aeroporto do território registou 7,52 milhões de passageiros, menos 1,6% do que no ano anterior e longe do recorde máximo de 9,61 milhões, fixado em 2019, antes do início da pandemia de covid-19.