Partido Reagir denuncia contradição nas metas de cobertura de médico de família na Madeira
No Dia Mundial do Médico de Família, o partido Reagir veio a público, através de comunicado, questionar as declarações do Governo Regional sobre a cobertura de médico de família na Madeira. Liana Reis, coordenadora regional do partido, afirma que “entre os anúncios políticos e a realidade vivida pelos madeirenses continua a existir uma contradição que o Governo Regional não consegue explicar”.
A responsável recorda que, em 2025, foi anunciado que a Madeira havia alcançado “100% de cobertura” de médico de família, mas questiona essa afirmação face aos dados mais recentes: “Hoje, voltam a surgir notícias que apontam para cerca de 25 mil madeirenses sem médico de família. Afinal, em que ficamos?”.
Liana Reis critica ainda o facto de profissionais que concluíram a sua formação médica na Região, familiarizados com a realidade do SESARAM, não terem sido colocados após assegurarem necessidades temporárias dos serviços. Na sua opinião, quando se abrem concursos para as especialidades, devem ser estudadas as reais necessidades dessas mesmas no contexto clínico regional.
Para a coordenadora do Reagir, a solução passa por menos propaganda e mais medidas concretas. O partido defende a abertura de concursos ajustados às necessidades reais da Região, uma estratégia de fixação e valorização dos profissionais de saúde e o reforço efectivo dos cuidados de saúde primários.
“O problema da saúde na Madeira não se resolve com anúncios, metas políticas ou números administrativos. Resolve-se com planeamento sério, equipas estáveis e acesso efectivo da população aos cuidados de saúde”, conclui Liana Reis.