IL tem como objectivo um subsídio de mobilidade sem reembolsos
A Iniciativa Liberal congratula-se com a promulgação, pelo do Presidente da República, do novo diploma relativo ao Subsídio Social de Mobilidade, mas alerta que o modelo agora promulgado continua a assentar numa lógica penalizadora para muitos beneficiários, "mantendo a obrigação de adiantar a totalidade do valor das viagens para posterior reembolso".
Num comunicado enviado à imprensa, Gonçalo Maia Camelo aponta que a decisão de António José Seguro permite finalmente desbloquear um processo marcado por sucessivos atrasos, incertezas e indefinições que prejudicam diretamente os residentes das Regiões Autónomas.
"Contudo, sublinha que esta alteração, apesar de positiva em determinados aspetos, está longe de representar a reforma estrutural que o sistema necessita", indica, recordando que a IL, recentemente, apresentou na Assembleia da República, uma proposta de alteração "mais ambiciosa e coerente", defendendo a evolução para um modelo de “Tarifa de Residente”, em que os beneficiários suportariam apenas uma percentagem (20%) do custo elegível da viagem, reduzindo as distorções existentes e os preços abusivos, bem como o valor final suportado pelos beneficiários.
Segundo Gonçalo Maia Camelo, deputado da Iniciativa Liberal na ALRAM, “a promulgação deste diploma acaba com as justificações para as arbitrariedades, mas não resolve os problemas estruturais do modelo actual. Continuamos a defender uma mudança de paradigma que garanta um sistema mais transparente, racional e verdadeiramente centrado nos cidadãos.”
“É importante perceber que eliminar limites sem corrigir as distorções existentes pode acabar por produzir o efeito contrário ao desejado. A experiência demonstra que a ausência de tetos pode incentivar o aumento generalizado das tarifas, reforçar posições dominantes no setor aéreo e potenciar fraudes”, alerta o deputado liberal.
O objectivo da IL passa, assim, por evoluir para um modelo em que os residentes paguem apenas o valor final reduzido da viagem, sem necessidade de adiantar centenas de euros e aguardar por reembolsos.
“O objectivo deve ser claro: criar um sistema simples, justo e sustentável, em que os insulares deixem de funcionar como financiadores do Estado e das companhias aéreas sempre que precisam de viajar. Precisamos de um modelo que sirva os beneficiários, mas que também fomente a concorrência, evitando preços predatórios”, conclui Gonçalo Maia Camelo.
A Iniciativa Liberal reafirma, por isso, o seu compromisso com uma reforma mais profunda do Subsídio Social de Mobilidade, defendendo que esta realidade exige uma regulamentação particularmente exigente e um acompanhamento rigoroso da execução do novo regime, que deverá assegurar simultaneamente a continuidade territorial e o respeito pelos cidadãos das Regiões Autónomas.