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Madeira

República garante reembolsos das viagens aéreas "em sete dias"

Desempenho da nova plataforma, desenhada para substituir o sempre demorado processo nos CTT, foi fortemente elogiado pelo governante

Hugo Espírito Santo foi ouvido hoje, na Assembleia da República.
Hugo Espírito Santo foi ouvido hoje, na Assembleia da República.

A nova plataforma do Subsídio Social de Mobilidade está a permitir uma redução nos tempos de espera pelo reembolso das viagens aéreas, com o Governo da República a assegurar que os pedidos são pagos num prazo de sete dias.

A garantia foi deixada pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, que, durante uma audição parlamentar, já permite devolver o dinheiro aos passageiros das regiões autónomas antes mesmo da realização dos voos.

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O desempenho do novo modelo, desenhado para substituir o sempre demorado processo nos CTT, foi fortemente elogiado pelo governante depois de confrontado com as questões dos deputados sobre a operacionalidade do sistema. E recorreu aos dados do último mês para comprovar a eficácia da plataforma.

Declarações de Hugo Espírito Santo

"Nós neste mês temos uma poupança de 20% no tempo de processamento, ou seja, ela [a plataforma] está, obviamente, como qualquer plataforma electrónica, a ganhar. Nós, hoje em dia, processamos o pagamento em sete dias, desde que é submetido. Isto é uma revolução versus aquilo que existia", garantiu.

Dinheiro devolvido "23 dias mais cedo"

A grande vantagem vincada por Hugo Espírito Santo prende-se com o alívio financeiro imediato para as famílias insulares, que deixam de ser obrigadas a ter o seu orçamento familiar cativo até à data da deslocação. O governante lembrou que, no modelo antigo, a asfixia financeira era uma realidade incontornável.

"As pessoas compravam o bilhete cerca de três, quatro semanas antes (...) e só podiam reaver depois da viagem. Nós, com isto, elas podem reaver 23 dias antes da viagem", sublinhou o secretário de Estado, recusando alinhar em cenários pessimistas sobre a plataforma gerida pela eSPap.

É óbvio que este é um sistema que funciona, apesar de todas as dificuldades que conhecemos, que existem, mas nós temos de notar que nós estamos a pagar 23 dias mais cedo, em média, aos insulares, face àquilo que era uma viagem que eles faziam. Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo

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Cooperação para salvar o 'Estudante Insular'

A ameaça de suspensão do 'Estudante Insular' - que permite aos universitários pagarem apenas 59 euros à cabeça nas agências de viagens - também dominou o debate, com o Governo da República a assumir o papel de mediador para tentar garantir o prolongamento do atendimento físico aos balcões.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pinto Luz, confirmou que as negociações estão em curso e que a porta do diálogo está aberta. Mais contundente, o secretário de Estado Hugo Espírito Santo fez questão de separar as águas, frisando que "o Estudante Insular é um programa do Governo da Madeira" e que a escolha dos correios como retaguarda operacional "foi uma decisão" do próprio executivo chefiado por Miguel Albuquerque. "Na verdade, eles podem sempre, se quiserem, fazer num sistema autónomo", atirou.

Declarações de Hugo Espírito Santo

Governo da República garante que está a estudar solução para evitar suspensão do Programa Estudante Insular

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pinto Luz, garantiu esta quarta-feira que o Governo da República está a trabalhar para encontrar uma solução que evite a suspensão do Programa Estudante Insular, admitindo que tem havido contactos com a Região Autónoma nesse sentido.

Apesar de sacudir as responsabilidades legais sobre a arquitectura do programa, Hugo Espírito Santo garantiu que o Estado está empenhado em ajudar a Região. "Nós dissemos à eSPap que era importante, dentro do espírito de cooperação entre os dois governos, manter o trabalho" e alertaram a gestora da plataforma para "a importância de manter o Estudante Insular".

Privatização da TAP não afecta rotas para as ilhas

O processo de venda da transportadora aérea nacional de bandeira também foi alvo de escrutínio por parte dos deputados ilhéus, tendo em conta que a privatização pode fazer embarcar a companhia numa lógica comercial que prejudique a coesão territorial.

Hugo Espírito Santo rejeitou liminarmente esse cenário, assegurando que o caderno de encargos e as negociações acautelam as ligações à Madeira e aos Açores. Sobre "a importância de manter os serviços das regiões autónomas" e de preservar "aquilo que é o papel da TAP, não há nenhuma dúvida", sentenciou o governante.

Declarações de Hugo Espírito Santo
Eu sei que alguns dos interessados foram também falar com os governos regionais. Acho que é perfeitamente normal e confesso que não noto aqui nenhum tema. Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo