Madeira “também contribui para a defesa da Europa”
“Numa altura em que se fala de grandes investimentos, por parte de Portugal – que vai passar de 2% a 5% do seu PIB – na área da defesa, faz todo o sentido que a Madeira e os Açores façam parte desse plano global e que, nesta lógica, existam investimentos nos nossos Portos, nos Aeroportos, nos radares, em matéria de drones que estejam estacionados na Região para a vigilância da Zona Económica Exclusiva e, naturalmente, na vigilância dos cabos submarinos, áreas que são estratégicas e sensíveis para a Madeira, para Portugal, para a Europa e para a NATO”, afirmou, hoje, o deputado Paulo Neves, numa iniciativa junto ao Regimento de Guarnição Nº 3, no Funchal.
Ocasião em que fez questão de sublinhar que existem 124 militares madeirenses que foram treinados na Região, precisamente no Regimento de Guarnição Nº3, para integrar uma força europeia militar, sendo este apenas um exemplo de que a Madeira “também contribui para a defesa da Europa” e que, nessa medida, está disponível e tem toda a capacidade para fazer parte da defesa nacional e europeia, sendo para tal necessário que se reforce o investimento.
“Existem várias áreas da defesa nacional que passam pela Madeira e nós, deputados eleitos pelo PSD/M à Assembleia da República, temos, junto do Ministro da Defesa e no parlamento nacional, chamado a atenção para o facto da Madeira e do Porto Santo terem de estar devidamente incluídos nestes planos de investimento, sejam eles relativos aos Portos e Aeroportos, seja no que concerne à parte marítima e à vigilância dos cabos submarinos ou, mesmo, na área de desenvolvimento e investigação através de drones”, fundamentou o deputado, acrescentando que esta integração pode ser feita a vários níveis e que a Madeira tem todas as condições para fazer parte deste plano e desta estratégia de investimento que deve ser nacional – e não apenas continental – priorizando as suas Regiões Autónomas. Aliás, frisou, “a Madeira e os Açores é que dão dimensão atlântica a Portugal, à Europa e à NATO”.
Segundo nota à imprensa, Paulo Neves referiu que esta posição já foi transmitida ao Ministro da Defesa Nacional e que continuará a ser colocada na Assembleia da República. “A Madeira tem de fazer parte do caderno de investimentos volumosos que está a ser elaborado na área da defesa nacional e a verdade é que não incluir a Madeira seria um erro estratégico”, concluiu.