CDS satisfeito com protocolo do Funchal com a Casa de Saúde São João de Deus
A Câmara Municipal do Funchal assinou um protocolo com a Casa de Saúde São João de Deus com vista à reintegração social de utentes que saem de instituições de saúde mental. A iniciativa é olhada com satisfação por parte do CDS que, há dois dias, defendeu exactamente essa necessidade.
Para o partido, "não passou despercebida a coincidência de datas". "No passado sábado, numa visita à Casa de Saúde São João de Deus, o presidente do CDS-PP Madeira, José Manuel Rodrigues, tinha apelado a respostas concretas de reintegração social para quem sai de instituições como a Casa de Saúde Câmara Pestana e a Casa de Saúde São João de Deus, precisamente a instituição com quem a autarquia agora avança com este protocolo", explica uma nota enviada à imprensa.
Nessa ocasião, o líder centrista anunciou ainda a intenção de impulsionar legislação sobre o “emprego protegido”, para permitir que estes cidadãos, apesar das suas limitações, possam trabalhar algumas horas por dia com incentivos públicos, tanto no sector privado como na administração local e regional.
Segundo explica a mesma nota, "o protocolo agora assinado prevê que os utentes acompanhados pela Casa de Saúde São João de Deus sejam referenciados, após avaliação da equipa multidisciplinar, para os espaços municipais, beneficiando de planos de actividade adaptados e de acompanhamento técnico especializado". A vereadora com o pelouro da Saúde, Helena Leal, destacou que a medida visa “reforçar a continuidade dos cuidados de saúde mental após a alta clínica”, incentivando a actividade física e a participação em actividades recreativas e culturais como estratégias de reabilitação e reintegração psicossocial.
Para o CDS-PP Funchal, a iniciativa da autarquia confirma que o caminho apontado pelo partido "é o correcto". "A reintegração destas pessoas pelo exercício físico, pela socialização e, num passo seguinte, pelo emprego protegido é precisamente o modelo de autonomização que os centristas têm defendido junto dos decisores locais e regionais", indica A criação de pontes entre as instituições de saúde mental e os espaços comunitários é, no entender do partido, indispensável para quebrar o ciclo de recaídas e exclusão social que afecta tantas famílias madeirenses.