Social-democratas apontam insuficiência nos apoios do Fundo Social de Emergência em Santa Cruz
Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de Santa Cruz contestaram esta semana os valores atribuídos pelo executivo municipal no âmbito do Fundo Social de Emergência, considerando que os apoios previstos “não correspondem às reais dificuldades das famílias” do concelho.
De acordo com nota à imprensa, em causa estão os montantes definidos pela autarquia, escalonados entre os 50, 100 e 150 euros, valores que os social-democratas classificam como “migalhas” perante o actual contexto económico e social vivido pelos munícipes.
Para os vereadores do PSD, torna-se incompreensível que uma Câmara Municipal que apresenta um saldo de gerência na ordem dos 13 milhões de euros atribua apoios considerados “manifestamente insuficientes” às famílias mais vulneráveis do concelho.
“A mensagem que este executivo transmite é clara: uma Câmara de milhões que apoia os munícipes com migalhas”, apontam os eleitos social-democratas, defendendo uma revisão urgente dos montantes previstos no regulamento do Fundo Social de Emergência.
O PSD considera que o município tem capacidade financeira para implementar medidas de apoio mais robustas, sobretudo numa altura marcada pelo aumento do custo de vida, da habitação e das despesas essenciais das famílias.
Os vereadores alertam ainda que os apoios agora anunciados “ficam muito aquém das necessidades reais da população” e acusam o executivo camarário de optar por uma política de “propaganda financeira”, em vez de canalizar os recursos disponíveis para medidas com impacto efetivo na vida dos cidadãos.
Os vereadores defendem, por isso, que o Fundo Social de Emergência deve assumir uma dimensão verdadeiramente solidária e eficaz, adequada à realidade económica das famílias de Santa Cruz.