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Madeira

REAGIR acusa Governo de afastamento da realidade nos percursos pedestres

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O REAGIR considera que "os recentes acontecimentos relacionados com os percursos pedestres da Madeira vieram uma vez mais expor a crescente distância entre o discurso oficial do Governo Regional e a realidade vivida no terreno".

"Enquanto o secretário regional Eduardo Jesus continua a defender publicamente um suposto equilíbrio entre turismo, ambiente e qualidade de vida, os factos demonstram precisamente o contrário. O caso recentemente divulgado relativo aos danos no portão da Pedra Rija e ao elevado número de autos levantados por acessos indevidos ao PR1 demonstra que o modelo apresentado pelo Governo Regional está longe de funcionar de forma eficaz e sustentável", diz Liana Reis, coordenadora regional do partido.

De acordo com nota à imprensa, o REAGIR "não contesta a necessidade de proteger os percursos pedestres nem de promover um turismo ambientalmente responsável". Aliás, refere, "vai precisamente ao encontro daquilo que temos vindo a defender". E explica: "O que questionamos é a enorme contradição entre a narrativa política construída pelo Governo e os problemas concretos que continuam diariamente visíveis. Não basta falar em sustentabilidade, equilíbrio ou preservação ambiental para ficar bem visto perante a opinião pública e os mercados turísticos internacionais. A verdadeira sustentabilidade mede-se pelos resultados concretos no terreno. Se o modelo implementado fosse realmente eficaz, não existiriam centenas de infracções, sucessivos episódios de incumprimento e níveis cada vez maiores de pressão sobre percursos que deveriam estar devidamente organizados, protegidos e fiscalizados".

O REAGIR "considera ainda contraditório ouvir o Governo afirmar que “a natureza é para ser usufruída pelos madeirenses”, quando a realidade mostra precisamente o contrário: percursos massificados, necessidade de reservas, dificuldades de estacionamento e crescente transformação dos trilhos em produtos turísticos altamente comercializados". 

E acrescenta: "O  REAGIR tem vindo a defender uma estratégia mais equilibrada e transparente para os percursos pedestres da Região, baseada no reinvestimento efetivo das receitas cobradas na manutenção dos trilhos, no reforço da fiscalização e vigilância no terreno, na melhoria das condições de segurança, na descentralização da pressão turística para outros percursos e na criação de soluções de gestão que conciliem preservação ambiental com qualidade da experiência para residentes e visitantes".

Por fim, diz que "a Madeira precisa de mais do que discursos bem construídos. Precisa de planeamento sério, investimento efectivo, transparência e uma verdadeira estratégia de equilíbrio entre turismo, ambiente e qualidade de vida".