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Actores e guiões gerados por IA não são elegíveis para Óscares

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Foto Shutterstock

Os atores e guiões gerados por inteligência artificial (IA) não serão elegíveis para os Óscares, anunciou ontem a Academia norte-americana.

"Nas categorias reservadas aos atores, apenas os papéis creditados oficialmente no filme e que possam ser comprovadamente interpretados por seres humanos com o seu consentimento serão considerados elegíveis", afirmou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos a propósito das novas regras.

A instituição que atribui as prestigiadas estatuetas acrescentou que "as regras estabelecem explicitamente que os guiões devem ser escritos por humanos para serem elegíveis".

A decisão surge poucos dias depois de uma versão do ator Val Kilmer gerada por IA ter sido apresentada a um público de proprietários de cinemas, um ano após a sua morte.

A estrela de "Top Gun" e "The Doors" surgiu rejuvenescida no "trailer" do filme de ação "As Deep as the Grave", onde é possível ouvi-lo a dizer a outra personagem: "Não tenhas medo dos mortos e não tenhas medo de mim".

O projeto foi realizado com a concordância da família de Val Kilmer, que concedeu acesso aos ficheiros de vídeo utilizados para recriar o ator em diferentes períodos da sua vida.

O uso da inteligência artificial continua a ser um assunto delicado em Hollywood.

Esteve, nomeadamente, no centro das greves de 2023 que paralisaram a indústria cinematográfica americana, com atores e argumentistas a avisarem que, sem regulação, esta tecnologia ameaçaria a própria existência das suas profissões.