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Madeira

JCP diz que "juventude da Madeira tem razões para sair à rua" no 1.º de Maio

Foto DR/JCP
Foto DR/JCP

"Não Somos Caixote do Lixo!" relembra a frase que "o povo madeirense" saiu à rua na primeira manifestação do 1.º de Maio de 1974 na Ilha da Madeira", pela qual a Juventude Comunista Portuguesa (JCP), procura incentivar os jovens a irem para a rua lutar já amanhã, 52 anos depois desse evento marcante.

"Hoje, as condições de vida dos jovens são diferentes, mas continuam em risco os direitos que muitos lutaram para conquistar, especialmente com este Pacote Laboral", recorda a JCP.

Por isso, relembra, "neste 1º de Maio, realiza-se uma manifestação com concentração às 10 horas junto à Assembleia Legislativa da Madeira", sendo que o apelo vem da JCP para "toda a juventude madeirense e porto-santense que saia à rua e que participem nesta iniciativa, na exigência da retirada deste Pacote Laboral, que apresenta mais de 100 medidas e alterações ao código de trabalho, representando graves retrocessos na vida dos jovens".

E dá como exemplos "os despedimentos facilitados, o aumento da carga horária, o banco de horas, contratos a termo, o ataque ao direito à greve, entre outros", entendendo que "é urgente mostrar o cartão vermelho a este pacote, apresentado pelo Governo da República com o apoio do Governo Regional", acusa a JCP.

Dizem ainda que "é importante lutar por melhores condições de vida e um futuro com dignidade, lutar pelas 35 horas semanais, pelo encerramento aos domingos e feriados dos centros comerciais, pelo aumento do salário, por um SNS gratuito e de qualidade, pela igualdade na vida e no trabalho, estas reivindicações importam e são justas, especialmente numa Região onde a maior parte dos postos de trabalho são precários e na sua maioria ocupados por jovens", identificam.

E conclui, garantindo que "é pela luta que lá vamos".