PCP apela à mobilização para manifestação do 1.º de Maio no Funchal
O PCP apelou, hoje, à participação dos trabalhadores da Região na manifestação do 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, que terá lugar no Funchal, associando-se à iniciativa promovida pelo movimento sindical unitário.
Num comunicado, o partido defende que a data deve ser assinalada com uma “afirmação clara” contra o chamado “Pacote Laboral”, que acusa o Governo da República, “em conluio com o Governo Regional”, de querer impor, considerando tratar-se de um conjunto de medidas que “agravam a exploração, fragilizam direitos e colocam em causa conquistas históricas dos trabalhadores”.
Os comunistas criticam ainda o processo de concertação social, alegando que o Governo optou por reunir com associações patronais e com a UGT, “excluindo a CGTP”, com o objectivo de viabilizar propostas que, dizem, promovem baixos salários, facilitam despedimentos, aumentam a precariedade e desregulam horários de trabalho.
O PCP sustenta que, na Região Autónoma da Madeira, os trabalhadores enfrentam “razões acrescidas” para protestar, apontando para níveis salariais mais baixos face ao restante país, o aumento do custo de vida e dificuldades no acesso à habitação. O partido critica também a exclusão dos trabalhadores do sector privado do subsídio de insularidade.
De acordo coma mesma nota, sectores como a hotelaria, restauração, turismo e construção civil continuam marcados por "vínculos precários, horários desregulados e instabilidade laboral" somando-se, refere, promessas por cumprir relativamente à valorização de carreiras e melhoria das condições de trabalho, nomeadamente na Administração Pública e nas IPSS.
“Não há neutralidade possível. Só com a luta organizada dos trabalhadores será possível travar este pacote laboral”, afirma o PCP, que considera a jornada de 1.º de Maio “fundamental para a afirmação da luta dos trabalhadores”.
A manifestação, promovida pela União dos Sindicatos da Madeira, tem concentração marcada para as 10 horas, junto à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, seguindo depois em direcção ao Jardim Municipal.
Movimento Porta a Porta apela à luta pelo direito à habitação no 1.º de Maio
O Núcleo Regional do Movimento Porta a Porta convoca os trabalhadores da Madeira a manifestarem-se, no Dia do Trabalhador, contra a especulação imobiliária e a crise habitacional que afecta a Região.