“Sem mobilidade não há desenvolvimento e sem desenvolvimento não há futuro”
Nuno Batista defende Porto Santo e critica desigualdades no XX Congresso do PSD-M
Nuno Batista, presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, realizou a sua primeira intervenção num congresso do PSD-M, defendendo maior justiça territorial e alertando para desigualdades entre ilhas e em relação ao continente.
“Em certos momentos há quem prefira a derrota para poder brilhar”, afirmou, acrescentando que “há uma diferença clara entre quem fala e quem faz”, numa crítica indirecta ao debate político regional.
O autarca centrou grande parte da intervenção na realidade do Porto Santo, defendendo maior reconhecimento para a ilha. “Lutar para que nenhum porto-santense se sinta madeirense de segunda ou português de quinta categoria”, disse, sublinhando ainda a necessidade de rever o modelo de financiamento: “Recebemos menos de metade das transferências do Estado que recebe o Porto Moniz”, comparou.
Nuno Batista destacou ainda o desempenho do município em termos de investimento. “Estamos no topo dos resultados financeiros e de investimento das autarquias a nível nacional”, afirmando que “o Porto Santo tem o maior investimento per capita do PRR em Portugal”.
Criticou também atrasos no desenvolvimento local, referindo que “se hoje as obras não estão mais avançadas no Porto Santo — e também na Madeira — a culpa é da oposição”, defendendo maior celeridade e responsabilidade política.
Na parte final, deixou um apelo à coesão e à mobilidade entre ilhas. “Não podemos em 2026 estar pior do que já estivemos”, afirmou, acrescentando: “Sem mobilidade não há desenvolvimento e sem desenvolvimento não há futuro”.