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A Guerra Mundo

Kiev anunciou sanções contra o Presidente da Bielorrússia

Zelensky  e Lukashenko em 2029, numa recepção do então recém-eleito presidente ucraniano ao homólogo bielorrusso em Kiev.   Foto Shutterstock
Zelensky  e Lukashenko em 2029, numa recepção do então recém-eleito presidente ucraniano ao homólogo bielorrusso em Kiev.   Foto Shutterstock

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje sanções contra o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko, por ter permitido à Rússia a instalação de mísseis balísticos na Bielorrússia e por ter facilitado ataques com drones contra a Ucrânia.

No anúncio das sanções, divulgado através redes sociais, Zelensky afirmou, referindo-se à posição geográfica da Bielorrússia, que o país está mais próximo da Europa do que a Rússia.

De acordo com o decreto sobre sanções contra Lukashenko, publicado também no portal oficial da Presidência ucraniana, a medida consiste essencialmente na suspensão dos direitos económicos do líder bielorrusso, o que, em princípio, tem efeitos meramente simbólicos, uma vez que Lukashenko não tem relações com a Ucrânia, país que considera inimigo.

Por outro lado, Zelensky referiu que a localização dos mísseis balísticos russos, capazes de incorporar munições nucleares e utilizados pela primeira vez em novembro de 2024 contra a Ucrânia, representam uma ameaça à Ucrânia e aos países europeus.

Zelensky acrescentou que Kiev vai trabalhar com os aliados da Ucrânia para que as sanções produzam efeitos.

O líder bielorrusso , que está no poder há mais de 30 anos, é o aliado mais próximo da Rússia.

A Rússia colocou mísseis hipertónicos Oreshnik na Bielorrússia em dezembro de 2025.

Outros motivos invocados por Zelensky para sancionar Lukashenko foram a instalação, durante o último semestre do ano passado, em território bielorrusso, de repetidores que permitem ao Exército russo controlar os aparelhos aéreos não tripulados (drones) usados em ataques contra o norte da Ucrânia.