Nova Direita pede demissão da presidente da SocioHabita
Paulo Azevedo aponta falhas na gestão dos bairros sociais do Funchal e reclama uma fiscalização às listas de atribuição de habitação pública, após inundação nas Romeiras
A Nova Direita Madeira exige ao vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Carlos Rodrigues, que promova a substituição da presidente da SocioHabita Funchal, Graça Correia, alegando problemas de gestão e falta de resposta às dificuldades dos moradores dos bairros sociais do concelho.
Em comunicado emitido hoje, o coordenador regional do partido, Paulo Azevedo, considera que a actual presidência da empresa municipal tem revelado incapacidade para resolver os problemas existentes nos bairros sob a sua responsabilidade.
Como exemplo, aponta as inundações registadas no passado fim-de-semana no Bairro das Romeiras, na sequência da chuva forte, que terão impedido moradores de sair das próprias habitações. Segundo a informação recebida pelo partido, os zeladores do bairro tinham conhecimento da situação, mas não terão sido tomadas medidas eficazes para resolver o problema. A Nova Direita afirma ainda que a presidente da SocioHabita terá sido informada, sem que seja conhecida uma resposta concreta.
O partido defende que a gestão da habitação pública deve incluir acompanhamento dos moradores, manutenção e fiscalização dos edifícios e espaços comuns, considerando que as famílias não podem ficar entregues à sua sorte.
Paulo Azevedo pede também ao vice-presidente da Câmara que determine uma fiscalização às listas de atribuição de habitação pública da SocioHabita e que sejam esclarecidos os critérios utilizados e as decisões tomadas.
Neste âmbito, refere a atribuição de habitações a uma família ligada ao meio da música, sem apresentar, no comunicado, elementos que sustentem a existência de irregularidades. A Nova Direita reclama transparência nos processos e igualdade de tratamento entre os candidatos.
O partido considera que a Câmara Municipal do Funchal deve assumir responsabilidades perante os problemas apontados e exige respostas para os moradores dos bairros sociais.