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Francisco Gomes quer proibir visitas escolares a mesquitas

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira questionou, ontem, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre a realização de visitas de alunos a locais de culto islâmico e defendeu que estas iniciativas devem ser travadas. Basicamente, Francisco Gomes quer que o Governo proíba as visitas escolares a mesquitas.

A posição foi manifestada pelo deputado do CH durante uma audição ao governante, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027, na qual criticou a realização destas iniciativas junto de alunos de escolas portuguesas.

O parlamentar considera que estas visitas representam uma forma de promoção do islamismo através da escola pública e questionou os critérios que permitem a sua realização. Na intervenção, associou a presença do islamismo em Portugal a uma ameaça à identidade cultural e religiosa do País, recorrendo a expressões como "doença mental" para caracterizar a religião islâmica.

A nossa identidade está a ser atacada pelo islamismo e a escola pública está a ser utilizada para promover uma religião que não passa de uma doença mental que promove o terror e a morte. O governo apresenta tabelas, gráficos e discursos bonitos, mas nada faz para acabar com a ameaça islâmica. Francisco Gomes

O deputado estabeleceu ainda um contraste entre estas iniciativas e a situação das comunidades cristãs em países como a Arábia Saudita, o Irão, a Somália, o Paquistão e a Nigéria, onde apontou a existência de restrições à liberdade religiosa e episódios de perseguição.

"Enquanto, nos países islâmicos, os cristãos são mortos e as igrejas queimadas, em Portugal organizam-se visitas escolares a mesquitas", afirmou, acrescentando que considera existir falta de firmeza na defesa da identidade nacional.

O deputado questionou directamente o ministro sobre a intenção do Governo de impedir estas visitas e sobre as garantias de liberdade individual das alunas, nomeadamente perante eventuais imposições de vestuário religioso.

"Ou será que esta palhaçada só acaba quando as nossas filhas forem obrigadas a vestir burka?", perguntou Francisco Gomes, que utilizou também o termo histórico "sarracenos" para se referir aos protagonistas da expansão islâmica.

Refira-se que o tema é recorrente nas intervenções do deputado madeirense que, numa intervenção no parlamento a 7 de Janeiro de 2026, já tinha abordado a deslocação de crianças de escolas do Norte do País a estruturas ligadas à comunidade islâmica.

A verdade é que visitas de estudo a templos religiosos, por exemplo a islâmica, a judaica e outros, tem longo historial, inclusive relatado na própria agência de notícias da Igreja Católica, no âmbito no âmbito da Disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.