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Madeira

ADN defende que apoios públicos têm de mostrar resultados para quem produz e trabalha

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O ADN, através de comunicado, questiona  que resultados concretos estão a produzir os apoios públicos para quem vive e trabalha dos sectores da banana, pesca e Vinho Madeira, que "registaram quebras relevantes no
primeiro semestre de 2026".  

"Não basta anunciar verbas, abrir candidaturas ou apresentar taxas de execução. Uma política pública só pode ser considerada bem-sucedida quando melhora efectivamente a capacidade de produzir, o rendimento de agricultores e pescadores, os salários e a estabilidade de quem trabalha, a competitividade das empresas e a capacidade de vender dentro e fora da Região", assume Maíza Fernandes.  

Lembrando os números da produção de cada um destes sectores, a coordenadora regional do partido afirma que "nem  toda a quebra económica é responsabilidade do Governo e nem todos os sectores enfrentam os mesmos problemas". No entanto, "é precisamente perante condições adversas que se deve avaliar se as políticas públicas estão a aumentar a capacidade de resistência e recuperação de cada sector".

Maíza Fernandes aponta apoios como o PEPAC R.A. Madeira que totaliza 10,88 milhões de euros, destinados, entre outras áreas, à modernização das explorações e aos jovens agricultores. Nas pescas, o MAR 2030 contabilizava até 31 de Julho 238 operações aprovadas, 11 milhões de euros de investimento público e 7,4 milhões já pagos.

Nesse sentido, o partido quer perceber quais as consequências destes apoios. O ADN afirma que "a Madeira precisa do turismo, mas não pode depender apenas dos sectores que crescem mais depressa. Precisa igualmente de agricultura, pescas, transformação, produção regional e produtos capazes de competir dentro e fora das ilhas".

A coordenadora do ADN defende que "o apoio público deve existir quando é necessário e justificado, mas deve
chegar a quem produz e a quem trabalha, e deve produzir resultados que possam ser demonstrados".