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Madeira

Juventude do Chega critica política regional para o sector primário

Estrutura defende redução da dependência de apoios públicos por agricultores e pescadores

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A Juventude do Chega-Madeira acusa o Governo Regional de ter enfraquecido o sector primário e de manter agricultores e pescadores numa situação de dependência dos apoios públicos.

Em comunicado, a estrutura defende que as políticas públicas devem criar condições para que os produtores possam investir, modernizar a actividade e obter do trabalho desenvolvido o rendimento necessário à sua autonomia económica.

Para a Juventude do CHEGA, a Madeira deveria assumir como objectivo estratégico o reforço da sua capacidade de produção alimentar e a redução da dependência do exterior. “Uma ilha que depende profundamente do exterior para se alimentar deveria tratar os seus agricultores e pescadores como um sector estratégico”, afirma Renata Rocha, coordenadora da estrutura.

A dirigente considera que o sector primário tem vindo a perder força e defende um aumento da capacidade de produção na Região.

A Juventude do Chega não põe em causa a existência de apoios públicos para agricultores e pescadores, mas contesta, segundo o comunicado, que estes apoios possam traduzir-se numa dependência prolongada em relação ao Governo Regional.

“Os apoios públicos devem existir para tornar agricultores e pescadores mais fortes, não para os manter eternamente dependentes do Governo”, afirma Henrique Mota, coordenador da Juventude Chega-Madeira.

A estrutura sustenta que o objectivo das políticas públicas deverá ser promover produtores “progressivamente mais autónomos, competitivos e capazes de viver da riqueza que geram”.

“Nós não queremos agricultores e pescadores pobres e à espera que o governo lhes estenda a mão. Queremos agricultores e pescadores fortes, livres e independentes, capazes de viver do seu trabalho sem terem de agradecer favores a ninguém”, afirma João Sousa, também coordenador da estrutura.

A Juventude do Chega-Madeira considera, assim, que a aposta no sector primário deverá passar por medidas que reforcem a capacidade económica dos produtores e a sua independência face aos apoios públicos.