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Madeira

IVBAM debate preservação e inovação no artesanato têxtil madeirense

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O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) promoveu, na passada terça-feira, um debate integrado na Semana da Tecelagem & Tapeçaria, que reuniu as artistas têxteis Vilma Florença e Laura Santos, com moderação de Sérgio Nóbrega.

O encontro destacou a importância da preservação dos saberes tradicionais, da valorização do trabalho artesanal e da proteção das criações regionais.

Entre os principais temas estiveram a possibilidade de criar um selo de autenticidade e qualidade para o artesanato tradicional da Madeira, a diferenciação entre peças produzidas com fibras naturais e sintéticas e o reforço dos mecanismos de protecção da autoria e da propriedade intelectual.

Vilma Florença e Laura Santos abordaram ainda o papel da inteligência artificial nos processos criativos, a importância da cooperação entre criadores e associações e a necessidade de promover o intercâmbio de técnicas e conhecimentos.

Uma das conclusões do encontro foi a importância de preservar as técnicas tradicionais do artesanato madeirense, adaptando-as às exigências do mercado atual, sem perder a sua identidade e valor cultural.

Laura Santos é uma artista têxtil madeirense, natural da Camacha, que desenvolve o seu trabalho na intersecção entre a tapeçaria contemporânea, a sustentabilidade e a inovação tecnológica. Através da exploração de diferentes materiais e técnicas têxteis, as suas criações reflectem uma profunda ligação à natureza, à identidade cultural e às questões ambientais.

O seu percurso tem-se destacado pela integração de abordagens contemporâneas no universo das artes têxteis, incluindo projectos que conjugam tecelagem tradicional e tecnologia interativa. Entre os seus trabalhos encontra-se a tapeçaria interactiva Tapest[o]ry, onde a criação têxtil se cruza com experiências imersivas e educativas.

Com uma linguagem artística própria, Laura Santos afirma-se como uma criadora que valoriza o património têxtil, reinterpretando-o através de uma visão contemporânea, inovadora e sustentável.

Vilma Florença é uma artista têxtil madeirense cuja obra estabelece uma ponte entre a tradição secular do Bordado Madeira e as linguagens da arte contemporânea. Nascida e criada na Ilha da Madeira, encontra na paisagem insular, nas montanhas, na floresta Laurissilva e na memória cultural do arquipélago as principais fontes de inspiração para a sua criação artística.

O seu trabalho distingue-se pela utilização de materiais orgânicos, nomeadamente lã de elevada qualidade, conjugados com técnicas e referências do Bordado Madeira, reinterpretadas numa linguagem visual contemporânea. Através das suas peças têxteis e instalações artísticas, Vilma Florença explora temas como a identidade, o território, a memória e a relação emocional com a ilha.

Com uma abordagem que alia rigor técnico, sensibilidade estética e valorização do património cultural, Vilma Florença afirma-se como uma das vozes contemporâneas na renovação e projecção artística das tradições têxteis da Madeira.

Já hoje, pelas 16 horas, decorre a segunda e última Conversa inserida na Semana da Tecelagem e da Tapeçaria. Intitulada 'Inovação e Sustentabilidade na Tecelagem'. Este encontro tem como convidadas Jenita Spínola e Sofia Correia, que trabalharam em parceria no projecto 'Os Campanários' e Luísa Araújo e Susana Vares fundadoras da marca 'Maui&Sucri'. Esta iniciativa decorre no Espaço das Artes e Ofícios Tradicionais da Madeira, com entrada livre.

A Semana da Tecelagem&Tapeçaria decorre até amanhã no Espaço das Artes e Ofícios Tradicionais da Madeira, na Rua dos Ferreiros, 165, no Funchal.