DNOTICIAS.PT
Mundo

Juíza proíbe acesso à zona em Urda para preservar provas

Em Toledo, esta noite, foi feito um minuto de silência pelas vítimas do acidente. 
Em Toledo, esta noite, foi feito um minuto de silência pelas vítimas do acidente. , Foto EPA/VICTOR LERENA

A juíza instrutora do processo de investigação do acidente ferroviário de hoje em Urda (Toledo), no qual morreram pelo menos 68 pessoas, proibiu o acesso à zona e a remoção de elementos para "preservar as evidências, provas e indícios".

O Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha informou das primeiras medidas adotadas pela titular do lugar número 2 da Secção Civil e de Instrução do Tribunal de Instância de Orgaz (Toledo), responsável pela investigação sobre as causas do acidente ferroviário.

Numa providência emitida esta tarde, a juíza proíbe o acesso de qualquer pessoa não autorizada a menos de dois quilómetros da linha de Alta Velocidade Madrid-Sevilha, de modo que apenas as forças e corpos de segurança do Estado, equipas de salvamento e saúde e pessoal judicial estão autorizados a permanecer naquela área.

Na mesma providência, proíbe-se a remoção de qualquer elemento, bem como a recolha e difusão de imagens da zona afetada.

Entretanto, durante a noite de hoje a Guarda Civil continuará o trabalho na zona do acidente ferroviário em Urda (Toledo) com vista a localizar e resgatar vítimas que possam continuar dentro dos vagões, e espera que a unidade cinológica intervenha na quinta-feira.

Estas explicações foram dadas pela porta-voz do Comando da Guarda Civil de Toledo, Teresa Albacete, em declarações à agência de notícias espanhola EFE, que acrescentou que maquinaria pesada está deslocada na área e "que já está a remover parte desses vagões e a massa de ferro que está no local".

A porta-voz salientou ainda que os drones do Instituto Armado estão a trabalhar com sensores térmicos "que podem fornecer algum tipo de indicação das pessoas que possam estar lá dentro" e com estes está a ser realizada uma recriação da área.

Sobre o dia de quinta-feira, Albacete realçou que a Guarda Civil continuará "até que tudo seja inspecionado" e que está a ser feito um trabalho para garantir a segurança da área para que possam entrar os guias caninos com os cães especializados em localização de pessoas e restos biológicos, já que não podem aceder à zona até que isso esteja assegurado.

Teresa Albacete especificou que durante o dia de quinta-feira continuarão a contar com o serviço aéreo, com os drones e um helicóptero, assim como com o serviço de segurança cidadão e o de trânsito, que está a controlar as entradas na zona, para trabalhar até que tudo esteja inspecionado e tenha sido confirmado que não ficou ninguém nos escombros.