Juíza proíbe acesso à zona em Urda para preservar provas
A juíza instrutora do processo de investigação do acidente ferroviário de hoje em Urda (Toledo), no qual morreram pelo menos 68 pessoas, proibiu o acesso à zona e a remoção de elementos para "preservar as evidências, provas e indícios".
O Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha informou das primeiras medidas adotadas pela titular do lugar número 2 da Secção Civil e de Instrução do Tribunal de Instância de Orgaz (Toledo), responsável pela investigação sobre as causas do acidente ferroviário.
Numa providência emitida esta tarde, a juíza proíbe o acesso de qualquer pessoa não autorizada a menos de dois quilómetros da linha de Alta Velocidade Madrid-Sevilha, de modo que apenas as forças e corpos de segurança do Estado, equipas de salvamento e saúde e pessoal judicial estão autorizados a permanecer naquela área.
Na mesma providência, proíbe-se a remoção de qualquer elemento, bem como a recolha e difusão de imagens da zona afetada.
Entretanto, durante a noite de hoje a Guarda Civil continuará o trabalho na zona do acidente ferroviário em Urda (Toledo) com vista a localizar e resgatar vítimas que possam continuar dentro dos vagões, e espera que a unidade cinológica intervenha na quinta-feira.
Estas explicações foram dadas pela porta-voz do Comando da Guarda Civil de Toledo, Teresa Albacete, em declarações à agência de notícias espanhola EFE, que acrescentou que maquinaria pesada está deslocada na área e "que já está a remover parte desses vagões e a massa de ferro que está no local".
A porta-voz salientou ainda que os drones do Instituto Armado estão a trabalhar com sensores térmicos "que podem fornecer algum tipo de indicação das pessoas que possam estar lá dentro" e com estes está a ser realizada uma recriação da área.
Sobre o dia de quinta-feira, Albacete realçou que a Guarda Civil continuará "até que tudo seja inspecionado" e que está a ser feito um trabalho para garantir a segurança da área para que possam entrar os guias caninos com os cães especializados em localização de pessoas e restos biológicos, já que não podem aceder à zona até que isso esteja assegurado.
Teresa Albacete especificou que durante o dia de quinta-feira continuarão a contar com o serviço aéreo, com os drones e um helicóptero, assim como com o serviço de segurança cidadão e o de trânsito, que está a controlar as entradas na zona, para trabalhar até que tudo esteja inspecionado e tenha sido confirmado que não ficou ninguém nos escombros.