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Procura por desaparecidos continua em Urda e nas redes sociais

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Foto EPA/CHEMA MOYA

Passageiros dos comboios do acidente de hoje em Espanha continuam a ser procurados por familiares e amigos em mensagens nas redes sociais e também na localidade de Urda, Toledo, onde foi instalado um centro de acolhimento com psicólogos.

Mais de 50 pessoas coordenadas pela Cruz Vermelha, incluindo uma dezena de psicólogos, estavam ao final da tarde a dar assistência a quem chegava ao pavilhão do Colégio Santo Cristo, em Urda, a localidade de Toledo com pouco mais de 2.400 habitantes onde hoje ocorreu o acidente entre dois comboios de alta velocidade pouco antes das 09:00 (08:00 em Lisboa).

"São pessoas que chegam totalmente em choque e prestamos aqui o primeiro auxílio psicológico", disse Carmen García, psicóloga da Cruz Vermelha, aos jornalistas.

A psicóloga explicou que continuavam a chegar a este local familiares "de pessoas desaparecidas, que não têm nenhuma informação".

No Colégio Santo Cristo, as autoridades recolhem informação das pessoas desaparecidas, há listas com nomes e eventual encaminhamento das famílias para hospitais ou institutos de medicina legal, mas não é feito neste local nenhuma recolha de ADN, explicou a equipa da Cruz Vermelha.

Pelo menos 68 pessoas morreram no acidente, segundo o balanço oficial mais recente, e há registo até agora de 68 feridos internados em hospitais de Toledo e Madrid, incluindo 15 em estado grave.

Além deste centro instalado no Colégio Santo Cristo de Urda, familiares e amigos de passageiros dos comboios têm divulgado ao longo do dia nas redes sociais imagens e informações sobre pessoas desaparecidas depois do acidente.

Não existe, até agora, um número oficial de pessoas consideradas desaparecidas. Entre as pessoas que estão a ser procuradas está a ex-ministra do Trabalho Fátima Bañez, como confirmou o Partido Popular.

Além do espaço do Colégio Santo Cristo, o município de Urda disponibilizou hoje durante boa parte do dia um pavilhão desportivo para onde foram levadas centenas de passageiros dos comboios que colidiram que saíram ilesos ou tiveram ferimentos ligeiros, sendo visíveis dezenas de pessoas com ligaduras e pensos em diversas partes do corpo ou com as roupas rasgadas e ensanguentadas.

A partir desse pavilhão, foram encaminhados para autocarros que os levaram aos destinos que solicitaram.

A psicóloga Carmen García, da Cruz Vermelha, disse aos jornalistas que esteve também durante a manhã e parte da tarde no pavilhão que recebeu passageiros dos comboios e que chegaram igualmente em choque.

"Foram aconselhados a pedir ajuda personalizada nos próximos dias", explicou.

Nos comboios que colidiram hoje em Urda viajavam 344 passageiros.

Várias carruagens saíram da via e tombaram sobre os carris ou caíram por um talude.

No terreno continuam centenas de elementos da proteção civil, forças de segurança e até do exército. Segundo o Governo espanhol, foram destacados 200 militares da Unidade Militar de Emergências para o local do acidente.