Emanuel Câmara acusa Governo de ter "zero compromissos" com a Madeira
O deputado do PS-Madeira à Assembleia da República, Emanuel Câmara, lamentou, esta terça-feira, que, da parte do actual Governo da República, exista “zero compromissos” para com a Região.
Dirigindo-se a Luís Montenegro, no debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, Emanuel Câmara recorreu à linguagem futebolística para dar conta que o PS mostra o cartão amarelo ao documento, mas confessou que, enquanto madeirense, o que lhe apetecia mostrar era mesmo o cartão vermelho, já que, mais uma vez, com os Governos da República PSD/CDS, “a Região Autónoma da Madeira fica a zeros”.
O deputado eleito pelo círculo eleitoral da Madeira notou que, no âmbito do PTRR, estão previstos “zero euros” para a Região e que foram concretizados “zero investimentos” daqueles prometidos no Orçamento de 2026. Além disso, deu conta que, no próximo orçamento, a Madeira receberá “zero euros de Fundos de Coesão”, graças à Lei de Finanças Regionais aprovada por Luís Montenegro, na qualidade de líder parlamentar do PSD na altura do Governo de Passos Coelho.
Emanuel Câmara constatou igualmente o facto de, na proposta de Orçamento do Estado, haver “zero compromissos” com o financiamento de 50% do novo valor da obra do Hospital Central e Universitário da Madeira. “Zero” são também as casas previstas para a Região ao abrigo do reforço da construção de habitação prometido a nível nacional.
A tudo isto, Emanuel Câmara somou as “zero soluções para a mobilidade aérea e marítima”, criticando o Governo por ainda não ter regulamentado a lei aprovada na Assembleia da República relativa ao Mecanismo de Continuidade Territorial.
“O que os madeirenses viram dos seus Governos até agora foram zero golos marcados”, afirmou o socialista, apontando também baterias aos deputados eleitos pelo PSD-Madeira, dos quais se ouvem “zero palavras”, pois “estão sempre fora de jogo”.
O parlamentar expôs ainda os “truques” de Montenegro, referindo-se aos números que, em Lisboa, são para reduzir dívida, mas, na Madeira, Miguel Albuquerque diz que são para aplicar na Saúde