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Câmara do Funchal passa de 18 para 21 departamentos municipais em 2027

JPP votou contra a reestruturação dos serviços, criticando o aumento da estrutura orgânica da autarquia

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A Assembleia Municipal do Funchal aprovou na tarde desta terça-feira por maioria, a reestruturação dos serviços municipais, que prevê o aumento de 18 para 21 departamentos, com entrada em vigor em 2027. O JPP votou contra a proposta, questionando a necessidade de alargar a estrutura orgânica da Câmara Municipal do Funchal (CMF).

Liliana Gama, deputada do JPP, defendeu que a autarquia "não precisa de um organograma maior, mas de melhor resposta" e questionou a ausência de uma previsão financeira para os departamentos de Comunicação e Imagem e de Protocolo e Eventos.

Na resposta, Jorge Carvalho justificou a reorganização com a necessidade de reforçar a capacidade de resposta do município aos desafios da cidade e às necessidades dos munícipes. O responsável salientou que o Funchal recebe mais de 120 eventos por ano e tem mais de 120 mil habitantes, considerando que estas exigências justificam estruturas com maior capacidade de coordenação.

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O responsável destacou ainda que o município é o único do país com um Departamento de Ciência e sustentou que os custos da reorganização serão reduzidos face aos benefícios esperados. "Estamos a falar de 15 mil euros, se tanto, por ano", afirmou, defendendo que a melhoria dos serviços será significativamente superior ao investimento.

Jorge Carvalho lembrou também que a autarquia tem cerca de dois mil funcionários e que 205 trabalhadores já foram integrados, considerando importante assegurar uma adequada cadeia de comando. Na discussão, recordou ainda que o próprio JPP tinha defendido a criação de estruturas para acompanhar o alojamento local.

A proposta acabou por ser aprovada por maioria.