Voto de solidariedade com madeirenses em risco de pobreza evidencia olhares antagónicos
A Assembleia discutiu um voto de solidariedade ‘Com os madeirenses em risco de pobreza e exclusão social’, da autoria do PS, que foi apresentado por Isabel Garcês.
A deputada lembrou os números mais recentes da pobreza na Madeira e afirmou que a mesma não depende dos indicadores preferidos do Governo Regional. “A pobreza não se combate desvalorizando os números”.
Lina Pereira (JPP) questionou como é que os indicadores económicos da Região acumula tantos pobres, afirmando que a existência de riqueza não equivale a distribuição de riqueza. A deputada anunciou a adesão à proposta socialista.
Manuel Gonçalves (CH) classificou a proposta do PS como hipocrisia, por ter sido o PS o responsável pela situação actual que hoje se vive. “Os números da pobreza não se resolve com papéis apresentados no parlamento”.
Gonçalo Maia Camelo (IL) disse esperar soluções concretas, numa política de menos palavras e mais acções. O deputado considerou o risco de pobreza demasiado alto e deveria envergonhar “quem governa e quem tem governado o nosso País”. A IL associou-se à solidariedade para quem está na situação de risco de pobreza.
Sara Madalena (CDS) limitou a sua intervenção a uma frase do livro de Alberto João Jardim “res non verba”, em tradução livre, acção em vez de palavras.
Bina Pereira (PSD) veio dizer eu os indicares recentes colocam a Madeira melhor do que vários países europeus e deu vários exemplos, entre eles, a Alemanha e a Itália.
Miguel Castro (deputado não inscrito) também defendeu que a pobreza e a solidariedade para com os pobres não se resolve com votos, mas com outras políticas. “Onde está a riqueza que a Madeira produz?” O deputado também se associa à solidariedade.