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Madeira

“Às vezes, a única coisa que eu queria era andar, mas não dá”

Na reportagem 'A volta mais longa' o DIÁRIO acompanhou Maria do Carmo para mostrar como é viver diariamente numa cadeira de rodas

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Foto Aspress

Maria do Carmo Gomes da Cruz, de 56 anos, desloca-se em cadeira de rodas desde 2015. No Caniço, um percurso habitual para fazer compras transforma-se numa sucessão de obstáculos: passeios irregulares, carros estacionados, degraus e acessos que nem sempre permitem entrar nos estabelecimentos.

“Às vezes eu tenho que vir para o lado da estrada”, conta ao DIÁRIO, que acompanhou uma manhã do seu quotidiano.

Até no supermercado a autonomia tem limites. Para chegar a alguns produtos, Maria do Carmo depende da ajuda de outros clientes.

Noutros espaços, foram improvisadas rampas para permitir a sua entrada. Há, porém, serviços a que continua sem conseguir aceder na própria freguesia, como a agência bancária, obrigando-a a deslocar-se ao Funchal.

As barreiras não terminam quando chega a casa. A rampa de acesso ao prédio é estreita, a casa de banho não permite uma transferência segura para o duche e a bancada da cozinha dificulta tarefas tão comuns como cozinhar.

Há mais de 25 anos que aguarda, segundo o seu relato, uma habitação social adaptada às suas necessidades. 

Não queria um palácio

Uma manhã, vários obstáculos e uma pergunta que permanece: quanto pode custar, em tempo, esforço e autonomia, um percurso que para tantos é banal?

Veja o vídeo abaixo e, na edição impressa, leia a reportagem na Íntegra.