"Este voto, infelizmente, não é um voto de saudação", diz Gonçalo Maia Camelo
Por sua vez, Miguel Castro exige medidas para os professores
Gonçalo Maia Camelo, deputado da Iniciativa Liberal, manifestou concordância com a importância de reconhecer o papel dos professores na formação dos jovens e na construção do conhecimento, mas contestou o propósito do voto apresentado pelo JPP.
“Este voto, infelizmente, não é um voto de saudação." declarou, acusando os proponentes de procurarem instrumentalizar os professores para fins políticos.
O deputado liberal defendeu que a carreira docente deve ser valorizada e que o papel dos professores na sociedade merece reconhecimento, mas afirmou que não acompanharia a iniciativa por considerar que esta ultrapassa uma simples homenagem. “Eu não gosto de ser manipulado, é uma coisa que me chateia e, portanto, não vou infelizmente poder acompanhar este voto de saudação”, concluiu.
Miguel Castro, deputado não inscrito na Assembleia Legislativa da Madeira, defendeu que a homenagem aos professores deve traduzir-se em medidas concretas para melhorar as condições de trabalho e valorizar a carreira docente. A posição foi expressa durante o debate do voto de saudação pelo Dia Mundial do Professor, apresentado pelo JPP.
O deputado considerou que o compromisso parlamentar em torno do Estatuto da Carreira Docente deve ser acompanhado por objectivos definidos, prazos e resultados mensuráveis. “A valorização da carreira deve ser acompanhada por medidas concretas e avaliação dos seus resultados”, afirmou.
Miguel Castro defendeu ainda a criação de condições para atrair e fixar docentes na Madeira, garantindo estabilidade às escolas e mais tempo e recursos para os profissionais. No final, deixou uma palavra de reconhecimento aos educadores e professores da Região, sublinhando que o respeito demonstrado na Assembleia deve reflectir-se nas condições de trabalho ao longo de todo o ano.