Câmara do Funchal vai avaliar acesso dos bombeiros no Bairro da Nazaré
Proposta do vereador do Chega, Luís Filipe Santos, foi aprovada e prevê a identificação de obstáculos e a possibilidade de um simulacro para testar a resposta dos meios de socorro
A Câmara Municipal do Funchal aprovou, a 8 de Outubro, uma proposta de recomendação do vereador do Chega (CH), Luís Filipe Santos, para avaliar as condições de acessibilidade e segurança dos meios de socorro no Bairro da Nazaré, nomeadamente na zona habitacional entre as ruas da Venezuela e do Brasil.
A iniciativa pretende verificar se os bombeiros e outras equipas de emergência conseguem aceder às habitações e manobrar as viaturas em condições adequadas, tendo em conta a existência de mobiliário urbano, estruturas em betão, muros e vegetação nos espaços exteriores daquela zona residencial.
A proposta recomenda uma avaliação técnica e operacional que envolva os serviços municipais competentes, o Serviço Municipal de Protecção Civil, os Bombeiros Sapadores do Funchal e, em articulação com as entidades responsáveis, a Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM).
Entre os aspectos a analisar estão as condições de acesso e manobra das viaturas de emergência, a identificação de eventuais obstáculos e a localização e operacionalidade das bocas e marcos de incêndio. A iniciativa prevê ainda a possibilidade de realizar um simulacro, em condições controladas, para testar a capacidade efectiva de resposta dos meios de socorro.
No final da avaliação, deverá ser elaborado um relatório técnico que permita identificar eventuais constrangimentos e avaliar a necessidade de medidas correctivas.
"Não podemos aceitar que, numa situação de incêndio ou de emergência médica, os bombeiros ou outros meios de socorro possam encontrar obstáculos que dificultem a chegada às habitações. Estamos a falar de vidas humanas e, quando está em causa a segurança das famílias, não pode haver facilitismos", afirmou Luís Filipe Santos, citado no comunicado emitido hoje.
O vereador do CH considerou positiva a aprovação da recomendação, mas defendeu que o processo deve avançar para a identificação e resolução de eventuais problemas. "Não basta aprovar recomendações. É necessário avaliar, identificar os problemas e corrigir aquilo que tiver de ser corrigido", sustentou.
Luís Filipe Santos defendeu também que as futuras intervenções de requalificação urbana no Funchal devem contemplar, desde a fase de projecto, as condições de acesso dos meios de emergência, de forma a evitar constrangimentos em eventuais operações de socorro.