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Jerónimo Martins avalia investimentos para proteger a cadeia de abastecimento

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O presidente da Jerónimo Martins disse hoje que o grupo investiu até agora 230 milhões de euros no agroalimentar e que irá "ver se há algum investimento" que tenha de ser feito para proteger a cadeia de abastecimento.

Pedro Soares dos Santos falava na conferência de imprensa de resultados de 2023 da Jerónimo Martins, em Lisboa, depois de na véspera ter divulgado que o lucro subiu 28,2% em 2023, face a igual período de 2022, para 756 milhões de euros.

Questionado sobre quanto o grupo investiu no agroalimentar, o gestor afirmou que "foram investidos 230 milhões de euros" no período de 10 anos desde que iniciaram atividade no setor.

Já sobre novos investimentos, Pedro Soares dos Santos recordou que o grupo tem a "parte agrícola", onde se tem feito "grandes investimentos" nos últimos anos.

"Vamos continuar a fazer [investimento] e nas outras, não do agroalimentar, é possível [...], tendo em consideração o ambiente que se vive na Europa neste momento, iremos tentar ver se há algum investimento que tenhamos de fazer para proteger a nossa cadeia de abastecimento, porque a autossuficiência alimentar da Europa para nós é crucial e a proximidade é crucial e nós não queremos deixar morrer algumas áreas que consideramos cruciais", rematou o presidente da Jerónimo Martins.

Dos laticínios às frutas, o grupo tem vindo a desenvolver uma atividade no agroalimentar.

Isto "com uma preocupação de proteção da cadeia, por um lado, algum valor acrescentado também para o grupo, procurando fazer de forma diferente, modos que são distintos", salientou o CEO da Jerónimo Martins Agroalimentar, António Serrano.

"Já temos uma portfólio muito importante na área da produção e o país precisa que grupos como a Jerónimo Martins continuem a fazer este trabalho, precisamos de uma agricultura viável, diria em toda Europa e, naturalmente, também em Portugal, que possa conciliar também estas preocupações com a responsabilidade ambiental", rematou o responsável.

As vendas da Jerónimo Martins cresceram 20,6% para 30.680 milhões de euros e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) progrediu 17% para 2.168 milhões de euros.