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Madeira

Questão da segurança leva Élia Ascensão a acusar PSD de aproveitamento e incongruência

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A reunião da Assembleia Municipal de Santa Cruz teve como um dos pontos em agenda a aprovação da empreitada de requalificação, adaptação e ampliação da esquadra da PSP de Santa Cruz. Um investimento que foi aprovado com votos a favor do JPP e do PS e com votos contra do PSD, refere a autarquia em comunicado recebido esta tarde.

Élia Ascensão, a presidente da Câmara Municipal em exercício, acusou os social-democratas “de incongruência e de aproveitamento político em vésperas de eleições, por terem centrado todo o debate na questão da insegurança na Camacha e terem chumbado um investimento que vai dar melhores condições à PSP”.

A autarca lembrou que a insegurança não é exclusiva daquela freguesia, o que provam, aliás, as notícias de múltiplas ocorrências com violência no Funchal, município governado pelo PSD, e o que provam também as estatísticas de 2022, que apontam para uma criminalidade de 42% no Funchal e de apenas 17% em Santa Cruz.

Élia Ascensão questionou ainda o PSD porque não agiu e fez vigílias em 2007, quando era poder na autarquia, e quando foi encerrada a esquadra da PSP na Camacha.

De resto, salientou que a segurança não é tutela do Município, pois a única competência direta que o poder autárquico tem nesta matéria é a do licenciamento e fiscalização da atividade de guarda noturno, delegada pelo Ministério da Administração Interna em 2002.

Referiu, a propósito, que na Região apenas três municípios têm guardas noturnos, num total de 8 guardas, distribuídos pelos Funchal, Santa Cruz e Machico.

No comunicado de imprensa, Élia Ascensão revelou que, além de estar a envidar esforços no sentido de preencher a licença vaga, o Município está a investir cerca de 100 mil euros na requalificação da secção da Camacha do quartel dos Bombeiros Sapadores de Santa Cruz, com vista a reativar a presença dos bombeiros na Camacha quando o risco se justificar, mas também com vista a partilhar aquele espaço com outras forças de segurança que queiram ali fixar meios.

“Perante todos estes nossos esforços, e numa reunião que entre os poucos pontos da ordem de trabalhos, tinha ironicamente a aprovação de uma empreitada superior a 800 mil euros para a requalificação das antigas casas de função para a nova esquadra da PSP, o PSD vota contra, enquanto apregoa uma aparente preocupação pela alegada insegurança”, vincou, dizendo que a posição social-democrata é de uma “incoerência flagrante”. Presidente da CMSC