Madeira

Madeira foi a única região do País a registar menos desempregados em Janeiro

Governo Regional aponta esta situação como "assinalável" e que contraria a tendência habitual desta altura do ano

Foto Arquivo
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Este decréscimo materializa-se em menos 13 desempregados no final de Janeiro relativamente ao mês anterior

Tal como o DIÁRIO já noticiou esta manhã, a Madeira foi a única região do País a registar uma diminuição do número de desempregados durante o mês de Janeiro, face ao mês anterior. Segundo o Governo Regional, através da Secretaria Regional de Inclusão Social e Cidadania, que tem a tutela do Instituto de Emprego da Região (IEM), "este resultado é particularmente assinalável uma vez que a descida do desemprego registado no mês de Janeiro é algo verificado muito poucas vezes ao longo dos anos". 

Em nota enviada à comunicação social, a tutela refere que pelo 10.º mês consecutivo o desemprego registado diminui na Madeira, concretizando que no final de Janeiro estavam inscritos no IEM 14.469 desempregados, o que corresponde a uma diminuição de 0,1% face ao mês anterior, contabilizando-se menos 13 desempregados inscritos.

Desemprego com nova queda acentuada na Madeira

Região do País com maior diminuição do desemprego registado em Janeiro

Comparativamente ao mês homólogo, contam-se menos 5.880 desempregados na RAM, o que corresponde a um decréscimo de 28,9%.

Nas demais regiões, os aumentos face a Dezembro de 2021 chegam a representar mais 4,2%, como acontece no Algarve. Na região Centro esse crescimento foi de 3,1%, valor idêntico em Lisboa e V. Tejo. Estas são, de resto, as regiões com os piores registos, acima da média nacional (+2,3%).

Comparativamente ao mês homólogo, a descida do desemprego registado na Madeira destaca-se largamente das demais. A região de Lisboa e V. do Tejo segue-se como a segunda região com maior descida (-23,7%). A região dos Açores desce abaixo dos dois dígitos (-8,8%).

Ao longo do mês de Janeiro de 2022 inscreveram-se 1.189 novos desempregados na Região. Este número representa, nos meses de Janeiro, o valor mais baixo dos últimos anos com excepção do ano de 2021, fortemente condicionado pela pandemia da covid-19. Em termos homólogos, a região dos Açores regista a subida mais acentuada (+12,1%), conforme realça a Secretaria liderada por Rita Andrade. 

A nível de colocações no mês passado, comparativamente ao mês de Janeiro de 2021, "a RAM é a região que mais aumenta (+132,2%), seguindo-se-lhe, bem distante, a Região dos Açores (+86,5%). A região Centro destaca-se por ser a única que diminuiu (-11,6%) o número de colocações face ao período homólogo", nota a mesma fonte.

No mês de Janeiro o desemprego masculino aumentou ligeiramente (+0,6%; +38 desempregados), totalmente compensado com a diminuição do desemprego feminino (-0,6%; -51 desempregados). No final do mês contam-se 7.901 (54,6%) mulheres e 6.568 (45,4%) homens.

O desemprego de longa duração diminuiu 2,2% em Janeiro de 2022, contribuindo para uma redução homóloga de 13,2%.

Diminuição nos três sectores

Nos três sectores das Actividades Económicas registam-se diminuições acentuadas do número de inscritos comparativamente ao mês homólogo. O sector da Agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca decresceu 15,0%;  o sector da Indústria, energia, e água e construção decresceu 27,2% e o dos Serviços 30,7%.

Face ao mês anterior, a diminuição do desemprego resultou de um menor número de candidatos ao primeiro emprego (-37 inscritos), uma vez que o número de candidatos a novo emprego aumentou muito ligeiramente em todos os sectores de actividade de origem.

O sector dos Serviços agrega 82,0% dos que procuram um novo emprego. A área do Alojamento, restauração e similares é a que mais contribui para o desemprego registado no mês passado (2.630 desempregados), seguindo-se-lhe a área do Comércio por grosso e a retalho (2.192). Ambas as áreas registam diminuições homólogas significativas (-42,9% e -26,3%, respectivamente) e estabilização comparativamente ao mês anterior (+1,0% e -0,1%, respectivamente).

A construção (1.272 desempregados) é a área que mais contribui para o desemprego com origem no sector secundário, agregando 9,7% dos desempregados à procura de novo emprego. Esta área de actividade regista uma diminuição acentuada comparativamente ao mês homólogo (-28,7%) e uma diminuição, ainda que ligeira, face ao mês anterior (-1,9%).

O desemprego jovem (menos de 25 anos), acompanhando a tendência global do desemprego registado, desce pelo 10.º mês consecutivo, registando o valor mais baixo da última década no mês de Janeiro.

No final do mês passado estavam inscritos 1.684 jovens, reduzindo o seu peso relativo para 11,6% do total do desemprego registado. O desemprego neste grupo regista descidas proporcionais mais elevadas do que as verificadas no desemprego global, quer face ao mês homólogo (38,8%), quer comparativamente a dezembro de 2021 (1,9%).