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Seis passageiros do navio afectado por surto iniciam quarentena na Austrália

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Seis passageiros do navio de cruzeiro atingido por um surto de hantavírus chegaram hoje à Austrália para cumprir uma quarentena que deverá durar pelo menos três semanas.

Um jato de longo alcance que os transportou dos Países Baixos aterrou na Base Aérea de Pearce, nos arredores de Perth, capital do Estado da Austrália Ocidental.

Os passageiros, a tripulação e um médico que os acompanhava foram levados de autocarro para o centro de quarentena de Bullsbrook, nas proximidades, noticiou a agência Associated Press (AP).

O ministro da Saúde australiano, Mark Butler, adiantou que o Governo irá implementar uma das respostas de quarentena mais rigorosas do mundo em resposta ao surto.

"Tomámos a decisão de adotar uma abordagem mais rigorosa em relação às medidas de quarentena porque estamos determinados a garantir que não existe qualquer risco de transmissão deste vírus à comunidade australiana", indicou Butler aos jornalistas.

Os cinco australianos e o cidadão neozelandês vão passar o período de quarentena de três semanas nas instalações que permaneceram praticamente sem utilização desde a sua construção em 2022, em resposta à pandemia de covid-19.

Os seis passageiros testaram negativo para o vírus antes de deixarem os Países Baixos, foram avaliados por um médico durante o voo e vão passar por avaliações de saúde mais detalhadas em Bullsbrook, acrescentou Butler.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera ainda que o risco é "moderado" para a saúde dos passageiros e da tripulação do navio de cruzeiro Hondius, onde se detetou primeiro o vírus, e "baixo" para o restante da população no mundo.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação ocorreu antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro falecido, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.

O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas.

A taxa de letalidade (percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção) deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.

Não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.

Todos os casos até agora encontravam-se a bordo do navio.