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Número de mortes "é ainda muito elevado"

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Foto Lusa

A ministra da Presidência afirmou hoje que o número de mortes por covid-19 "ainda é muito elevado" em Portugal, o que não permite ao Governo levantar a totalidade das medidas de controlo da pandemia.

"Temos hoje 63 mortes por 100 mil habitantes a cada 14 dias e a meta definida pelos peritos e que o Governo seguirá é de poder apenas passar para o nível sem restrições quando atingirmos as 20 mortes a 14 dias por 100 mil habitantes, indicador do qual ainda estamos algo distantes", afirmou Mariana Viera da Silva, após o Conselho de Ministros.

Segundo a governante, o número de óbitos provocados pela covid-19 "é ainda muito elevado", tendo-se registado 46 mortes na quarta-feira, sendo este o "indicador que ainda se encontra mais distante dos objetivos definidos" pelo Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC).

O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que declara a situação de alerta em todo o território nacional continental até às 23:59 de 7 de março de 2022 -- deixando de vigorar a situação de calamidade -- e o decreto-lei que altera as medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença covid-19.

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Na conferência de imprensa para anunciar um novo levantamento de restrições, na sequência da reunião de quarta-feira com os especialistas no Infarmed, Mariana Vieira da Silva adiantou que o índice de transmissibilidade (Rt) está agora nos 0,76, "já claramente abaixo de 1 e em rota descendente".

"Temos uma incidência acumulada a sete dias ainda elevada, mas em queda muito significativa de 1.302,7 [casos de infeção] por 100 mil habitantes a sete dias", avançou a ministra.

Segundo disse, o número de internamentos também está "em queda", face ao máximo registado na recente onda pandémica do início deste ano (2.560), mas também em relação ao recorde atingido no início de 2021 de 6.869 doentes internados.

"Relativamente à evolução do número de internamentos em unidades de cuidados intensivos, que eram de 142 doentes na quarta-feira, a ministra da Presidência adiantou que na onda pandémica recente não foi atingida a "linha vermelha" de 255 camas ocupadas.