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Deputado são-tomense anuncia candidatura à presidência para "refundar o Estado"

FOTO DR
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O líder parlamentar da Ação Democrática Independente (ADI), Nito Viegas D'Abreu anunciou ontem a candidatura à Presidência da República são-tomense para "romper com o passado" e "refundar o Estado e a nação", criando oportunidades para todos.

"Transformaremos São Tomé e Príncipe na base de um novo modelo de gestão da sociedade, que terei a honra de vos apresentar brevemente, para fazer nascer uma nova República", declarou Viegas D'Abreu num vídeo publicado no Facebook.

O país "precisa romper com o passado e todo o seu passivo, refundar o Estado e a nação, para que todos possamos voltar a acreditar que é possível, que juntos podemos", afirmou o político são-tomense, de 43 anos, do partido do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada.

São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais em 19 de julho e as legislativas, regional e autárquicas em 27 de setembro.

Nito Viegas D'Abreu tem recebido apoio de vários militantes da ADI, incluindo figuras próximas de Patrice Trovoada.

O ex-primeiro-ministro é apontado em meios políticos de São Tomé como influenciador da candidatura do líder da bancada, que deverá ter o apoio do partido.

Viegas D'Abreu afirma-se como representante da geração nascida depois da independência, que não herdou sonhos dos combatentes da liberdade, mas sim "as consequências dos fracassos acumulados, das oportunidades perdidas, da pobreza persistente, das promessas adiadas e das dívidas".

"A minha geração não quer apenas sobreviver. Quer viver com dignidade. Quer estudar e trabalhar sem medo do amanhã. Quer um país onde o talento, a competência e o mérito valham mais do que compadrio e apelidos. Um país onde a juventude não seja condenada à emigração, ao desemprego ou à dependência. Porque um país que abandona a sua juventude trai o próprio futuro", salientou.

Para Nito D'Abreu, a "nova República" deve conduzir a um país "onde o Estado sirva o cidadão e não grupos privilegiados", onde o mérito substitua o favoritismo, o poder respeite escrupulosamente a Constituição e onde ninguém esteja acima da lei.