Mundo

Detido homem de 24 anos que esfaqueou várias pessoas com espada no Quebec

O incidente, que causou dois mortos e cinco feridos, não foi associado a terrorismo

None
 Foto THE CANADIAN PRESS

O homem suspeito de ter, no sábado, esfaqueado e matado duas pessoas e ferido outras cinco no centro histórico do Quebec, Canadá, estava vestido com roupas medievais e armado com uma espada, já foi detido, anunciou a polícia canadiana.

Os ataques ocorreram no final da noite de 'Halloween' (conhecido como dia das Bruxas em Portugal), na parte antiga de Quebec, no bairro do famoso Chateau Frontenac, um ponto turístico da capital da província canadiana de língua francesa, segundo a polícia, que deteve o agressor pouco depois.

O suspeito, "um homem com 20 e poucos anos", agrediu ainda várias pessoas em vários locais da cidade também por motivos desconhecidos.

O jovem foi alvo de uma perseguição da polícia, nas ruas da cidade velha, tendo sido detido no início da madrugada de hoje (cerca das 01 horas locais, ou seja, 06 horas em Lisboa), disse o porta-voz do departamento da polícia de Quebec, Etienne Doyon, em conferência de imprensa.

"Nas primeiras informações que recolhemos, nada indica que o suspeito tenha agido por outros motivos que não pessoais", especificou a polícia, numa mensagem divulgada a meio da noite na rede social Twitter.

Segundo três testemunhas citadas pelo jornal Le Soleil de Quebec, o agressor terá "cortado a garganta" da sua primeira vítima, perto do Château Frontenac".

O homem seguiu então para a rua des Remparts, onde matou uma segunda pessoa, antes de se dirigir ao porto de Quebec, onde causou alguns feridos, segundo o jornal.

A polícia recebeu uma chamada telefónica no sábado, cerca das 22h30, a dar conta de "vários ataques armados" que estavam a acontecer "na parte antiga de Quebec", disse Doyon, acrescentando que a polícia "colocou, de imediato, vários agentes no terreno" à procura do agressor.

O suspeito foi finalmente "detido pouco antes da 01 horas", perto do Espace 400, no Porto Velho de Quebec, disse.

O homem "foi examinado" e "transportado para um hospital para avaliação", acrescentou.

Apesar de ter sido formalmente identificado, a polícia não divulgou a identidade do jovem nem avançou se já era conhecido no departamento.

"Era um homem vestido com [um traje] medieval e tinha uma espada com ele. Os ferimentos foram feitos uma arma branca. Isto é tudo o que podemos dizer para já", referiu o porta-voz da polícia.

Quando foi detido, o homem, que, de acordo com o jornal, nasceu em 1996, estava deitado no chão, descalço e em estado de hipotermia. Tinha uma máscara preta na cara e entregou-se à polícia sem resistência, adianta o Le Soleil de Quebec, que especifica que o suspeito terá planeado o ataque durante pelo menos um ano e meio.

A polícia não avançou detalhes sobre as vítimas, referindo apenas que a natureza das lesões é "variável".

A polícia abriu uma investigação e pediu aos habitantes da região que "se mantivessem em casa" durante a noite, tendo ainda vários bairros, em particular o que alberga o parlamento de Quebec, sido isolados por um imponente dispositivo policial.

Devido às restrições ligadas à pandemia do coronavírus, as ruas da zona antiga de Quebec estavam muito desertas na altura em que aconteceram os ataques, disse um jornalista presente no local à agência de notícias francesa AFP.

Entretanto, a polícia adiantou hoje que o homem  queria "matar o máximo de pessoas possível", mas não foi associado a grupos terroristas.

"Ontem [sábado] à noite fomos mergulhados numa noite de horror, quando um homem de 24 anos, que não mora em Quebec, veio até nós com a intenção de causar o maior número de vítimas possível", explicou, em conferência de imprensa, o chefe do serviço policial de Quebec, Robert Pigeon.

"Tudo leva a crer" que o suspeito "escolheu as suas vítimas ao acaso", acrescentou.

Segundo este responsável, duas das vítimas -- as quais não especificou se estavam entre os mortos ou os feridos - eram francesas que viviam no Quebec há alguns anos.

Os cinco feridos não correm perigo de vida, mas "alguns sofreram lacerações significativas", explicou ainda.

O suspeito, originário de Montreal, deverá comparecer hoje em tribunal por videoconferência.

Fechar Menu