Bancada do Chega levanta-se no Plenário e grita "demissão" após o chumbo da moção
A bancada do Chega levantou-se na Sala do Plenário e gritou repetidas vezes "demissão" após o chumbo da sua moção de censura ao Governo, contra a manutenção de Luís Neves como ministro da Administração Interna.
Enquanto gritavam "demissão, demissão", os 60 deputados do Chega batiam com as mãos nas bancadas. Pouco depois, em resposta, os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP levantaram-se também, para aplaudir de pé o Governo, enquanto nas bancadas à esquerda vários deputados começaram a abandonar os seus lugares.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, interveio ao fim de cerca de meio minuto, enquanto o Chega prosseguia os gritos, e justificou não ter atuado de imediato.
"Eu vou explicar porque é que eu não interrompi a sessão: porque o Chega queria que eu interrompesse a sessão para mostrar que a democracia não funciona. Comigo estarei aqui sempre, sempre. Comigo o Parlamento funciona, comigo o Parlamento está a funcionar sempre, sempre, nem que saia daqui à meia-noite", afirmou.
Aguiar-Branco considerou que o comportamento dos deputados do Chega "não dignifica o Parlamento" e acrescentou que "quem estiver a ver há de fazer o seu juízo e no seu juízo há de depois fazer aquilo que entende no próximo ato eleitoral".