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Montenegro critica os que "estão atrelados ao tanque" de eleições, moções, demissões e insinuações

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O primeiro-ministro acusou hoje o Chega de estar "atrelado a um tanque de eleições, moções e insinuações", contrapondo que o Governo está focado em soluções, anunciando a reedição de apoios a setores específicos nos combustíveis.

Na abertura do debate da moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna no Governo, Luís Montenegro preferiu destacar o que considera serem os sucessos da sua governação, e fez até um trocadilho com as polémicas que envolvem Luís Neves.

"Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, moções, demissões, comissões, insinuações e chavões, nós estamos focados em encontrar soluções para a vida das pessoas", disse.

Na sua intervenção, Montenegro defendeu a atuação do Governo em várias áreas, incluindo no apoio ao preço dos combustíveis.

"Ao contrário do que dizem os mais distraídos ou intelectualmente desonestos, o Estado não está a ganhar dinheiro à custa da crise. Todos os descontos que estão em vigor em sede de ISP vão significar no final do ano uma redução de tributação na ordem dos 1.300 milhões de euros, são as contas do Conselho de Finanças Públicas", afirmou, numa resposta indireta às críticas do secretário-geral do PS neste ponto.

O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo decidiu reeditar "o apoio específico aos agricultores, aos pescadores, aos bombeiros e às instituições particulares de solidariedade social".

"E também será aplicável aos transportadores, no mês de setembro, o apoio que esteve em vigor até ao final do mês de junho", afirmou.

Montenegro devolveu as críticas aos que o acusam de estar desligado da realidade, acusando-os de viverem, de facto, noutra realidade de "eleições, moções, demissões, comissões, insinuações, falsos papões e outros chavões com que enchem os seus sermões e ocupam os seus serões".

"A esses digo tranquilamente que sim, vivemos em realidades diferentes. Enquanto alguns ressacam por eleições, nós cumprimos o programa do Governo que esta Assembleia não rejeitou, damos previsibilidade, credibilidade e confiabilidade a Portugal", afirmou.

Nas várias áreas da governação em que apontou resultados, Montenegro incluiu as que estão sob a tutela de Luís Neves.

"Mobilizámos o maior dispositivo de sempre na prevenção e combate aos incêndios florestais com maior capacidade e articulação operacional. E ao mesmo tempo também estamos a ultrapassar as deficiências estruturais e sistémicas que herdámos no controle de fronteiras nos aeroportos", frisou.

Montenegro defendeu que a moção do Chega "não trouxe nem alternativas credíveis, nem tampouco um novo rumo de governação", mas apenas "negativismo, maledicência, espuma política"-

"Por nós continuaremos a construir um Portugal renovado. Mais moderno, mas sempre equilibrado. Mais livre, mas sempre responsável. Mais atrativo e acolhedor, mas sempre com a nossa cultura e com a nossa identidade. Um Portugal mais feliz, um Portugal mais português", concluiu.

A moção de censura do Chega é a primeira ao atual Governo e terceira aos dois executivos PSD/CDS-PP que Luís Montenegro liderou.