Livre anuncia voto contra moção de censura apresentada pelo Chega
O Livre vai votar contra a moção de censura ao Governo PSD/CDS-PP apresentada pelo Chega, que será debatida hoje no parlamento e tem chumbo garantido.
Fonte oficial do Grupo Parlamentar adiantou à Lusa que a decisão foi tomada por unanimidade na Assembleia do Livre -- órgão máximo entre congressos -- numa reunião realizada na noite de segunda-feira.
Em declarações aos jornalistas na semana passada, a porta-voz e líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, já tinha realçado que o seu partido nunca votou favoravelmente uma moção de censura do Chega.
"O Livre não acompanha o folclore do Chega de maneira nenhuma e, portanto, nunca votámos favoravelmente. Aliás, votámos sempre contra as moções de censura apresentadas pelo Chega, porque são exatamente mais um processo de degradação das instituições a que o Chega nos tem habituado", criticou.
Na mesma ocasião, Isabel Mendes Lopes acusou o Chega de ter como objetivo a criação de "mais um episódio de folclore" e de "cavalgar sempre a maior polémica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático", impedindo que se debatam outros temas que "verdadeiramente preocupam o país".
A líder do Livre colocou num plano distinto a moção de censura e as explicações que considera que o ministro da Administração Interna deve ao país após várias polémicas, nomeadamente na audição regimental que se realiza esta manhã no parlamento. A Assembleia da República debate e vota hoje à tarde a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção no Governo do ministro da Administração Interna Luís Neves e que tem chumbo garantido.
Para ser aprovada -- o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS anunciou que votará contra ou vai abster-se.