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Madeira

ADN quer estratégia específica para a saúde mental no trabalho

Partido propõe avaliação dos riscos psicossociais e apoio confidencial

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O ADN Madeira defende que a prevenção do suicídio na Região deve incluir uma estratégia específica para a saúde mental no trabalho, com avaliação dos riscos psicossociais, apoio confidencial e atenção reforçada às profissões sujeitas a elevada pressão, trauma, isolamento, horários prolongados e falta de pessoal.

O partido destaca a medicina veterinária, citando um estudo português com 833 profissionais, no qual 3,5% referiram uma tentativa de suicídio ao longo da vida, 27,4% apresentavam burnout e 27,7% fadiga por compaixão. Também chama a atenção para as forças policiais, referindo um estudo que identificou 39 suicídios entre agentes masculinos da PSP entre 2005 e 2014.

Para o ADN, a prevenção deve actuar antes da crise, nomeadamente sobre condições laborais como sobrecarga, horários longos ou irregulares, violência, assédio, insegurança e falta de pessoal.

Na Madeira e Porto Santo, o partido considera que devem ser acompanhados sectores como construção, agricultura, pescas, transportes, saúde, emergência e segurança, defendendo a recolha de dados regionais que permitam conhecer a realidade local.

Entre as medidas propostas estão a formação das chefias, mecanismos contra o assédio, acompanhamento após acontecimentos traumáticos e acesso confidencial a apoio psicológico e psiquiátrico. O ADN defende ainda ambientes de trabalho capazes de acomodar pessoas autistas, com PHDA/TDAH ou outras formas de neurodivergência.

“O Setembro Amarelo não pode ser um laço durante um mês e silêncio nos restantes onze”, conclui o comunicado do partido.