Meia Serra recebeu 150,4 mil toneladas de resíduos em 2025
Resíduos na Madeira aumentaram 1,2% sem contar com os inertes
A Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos (ETRS) da Meia Serra recebeu cerca de 150,4 mil toneladas de resíduos em 2025, mais 3,9% do que no ano anterior. O aumento foi impulsionado sobretudo pela valorização energética, com a quantidade de resíduos encaminhada para incineração a crescer 4,3%.
Os dados constam de uma estimativa da Direcção Regional do Ambiente e Mar (DRAM), cujos dados foram hoje oficialmente divulgados pela DREM, que aponta para uma evolução distinta nos vários destinos dos resíduos produzidos na Região.
A par dos resíduos tratados na Meia Serra, 38,1 mil toneladas foram encaminhadas para reciclagem ou valorização fora da Madeira, mais 2% do que em 2024.
Entre os materiais enviados para fora da Região, os maiores aumentos verificaram-se nos óleos alimentares usados, com mais 11%, na sucata e metais, que cresceram 6,6%, no cartão e papel, com uma subida de 6,2%, e nos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, que aumentaram 4,1%.
Em sentido contrário, a quantidade de pneus encaminhada para reciclagem ou valorização diminuiu 24,3%, enquanto os resíduos de embalão/plástico e as embalagens metálicas recuaram 16,2%.
Na própria Região, considerando também a compostagem realizada na ETRS da Meia Serra, foram valorizadas 23,8 mil toneladas de resíduos em 2025, menos 13,7% do que no ano anterior.
Os resíduos de construção e demolição representaram 61,2% desse total, apesar da quebra de 24,3% registada na sua valorização na Região face a 2024.
Excluindo a componente de resíduos de construção e demolição associada à deposição de inertes, a produção global de resíduos na Madeira atingiu 205,3 mil toneladas em 2025, mais 1,2% do que no ano anterior.
A estimativa global, incluindo os resíduos de construção e demolição, foi de 384,5 mil toneladas, menos 2,3 mil toneladas, ou 0,6%, do que em 2024. A redução explica-se sobretudo pela menor quantidade de resíduos de construção e demolição valorizados na Região.
Os dados mostram, assim, que a Meia Serra concentrou em 2025 uma parcela significativa dos resíduos encaminhados para tratamento na Região, com o aumento da valorização energética a contribuir para a subida de 3,9% das entradas na ETRS.