DNOTICIAS.PT
Madeira

CDS exige mais ambição fiscal e rigor na gestão municipal de Santa Cruz

None

A deputada municipal Lídia Albornoz destacou, ontem, a necessidade de imprimir maior ambição fiscal, rigor financeiro e transparência na governação local de Santa Cruz. As declarações do CDS surgem na sequência do debate na Assembleia Municipal de Santa Cruz.

No que diz respeito ao IRS, a deputada do CDS votou contra a proposta municipal de devolver apenas 1% do imposto aos munícipes, lembrando que a lei permite devolver até 5%.  “Não se trata de ser contra o investimento ou de colocar em causa a sustentabilidade das contas públicas. Trata-se de reconhecer que, existindo margem legal para aliviar a carga fiscal dos munícipes, devemos discutir seriamente até onde podemos ir. Se podemos fazer mais pelas famílias, devemos procurar fazê-lo”, defende a líder concelhia do CDS-PP.

Quanto ao empréstimo bancário no valor de 13,2 milhões de euros, com um prazo de liquidação a 20 anos para financiar investimento público, Lídia Albornoz alerta que, embora reconheça a importância de obras necessárias, é fundamental não comprometer as gerações futuras sem o devido planeamento. "Governar não significa apenas anunciar obras e recorrer ao crédito para as financiar. Governar é planear, estabelecer prioridades, executar e prestar contas”, salienta, exigindo garantias sobre calendários de execução e custos finais de intervenções que são necessidades conhecidas há vários anos.

Já a criação da Assembleia Jovem contou com o apoio e o voto favorável do CDS-PP. Lídia Albornoz saúda a iniciativa de envolver as novas gerações na vida pública do concelho, alertando contudo que o órgão não pode ter uma função meramente simbólica. “Defendo que esta Assembleia deve ser plural, livre e independente de qualquer instrumentalização partidária. Se queremos aproximar os jovens das instituições, temos de lhes transmitir confiança na política, garantindo que as suas propostas tenham resposta e acompanhamento efectivo”, conclui.

O CDS afirma que mantém uma oposição rigorosa e construtiva, sublinhando que “fiscalizar não é estar contra Santa Cruz. É exigir que Santa Cruz faça melhor”.