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Madeira

PS questiona empréstimo de 13,2 milhões em Santa Cruz

António Alves contesta financiamento a 20 anos e aponta obras anunciadas há vários anos, como Reis Magos e Praça de Táxis do Caniço

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O Partido Socialista (PS) questionou hoje, na Assembleia Municipal de Santa Cruz, a estratégia de investimento do executivo da JPP, que pretende contrair um empréstimo de 13,2 milhões de euros, a pagar ao longo de 20 anos, para financiar 11 investimentos no concelho.

Na intervenção, o deputado municipal socialista António Alves afirmou que o partido não é contra o investimento, mas contestou o planeamento e a execução dos projectos. “Ninguém nesta Assembleia é contra o investimento em Santa Cruz, a começar pelo Partido Socialista. O que questionamos é o planeamento, a execução e a repetição de promessas”, refere em comunicado de imprensa.

Entre os exemplos apontados estiveram a intervenção na Praia dos Reis Magos e a requalificação da Praça de Táxis do Caniço, obras que, segundo António Alves, têm sido anunciadas e discutidas pelo executivo municipal há vários anos.

Sobre os Reis Magos, recordou que a intervenção era apresentada em 2017 como um projecto estruturante e que, em 2021, estava prevista uma intervenção de 360 mil euros. Agora, em 2026, surge associada a uma dotação de dois milhões de euros. “Quantas vezes é necessário anunciar a mesma obra até ela deixar de ser uma promessa e passar a ser uma realidade?”, questionou.

Já a Praça de Táxis do Caniço e a intervenção no centro da cidade fazem parte, segundo o deputado socialista, do planeamento municipal desde 2021, surgindo agora com um investimento previsto de quatro milhões de euros.

António Alves salientou que seis dos 13,2 milhões de euros previstos no empréstimo se destinam a estas duas intervenções. “Governar não é anunciar. Governar é planear, calendarizar, executar e cumprir”, vincou.

O socialista defendeu que a questão central não é saber se Santa Cruz deve investir, mas perceber por que razão projectos sucessivamente anunciados continuam por concretizar e regressam agora associados a um empréstimo de longo prazo.

Perante a possibilidade de as críticas serem interpretadas como aproveitamento político, António Alves respondeu: “Não é aproveitamento político. São factos. O aproveitamento político seria esconder os factos. E nós não o faremos”.

O PS entende ainda que os munícipes devem conhecer os custos das obras, os prazos de início e conclusão e os encargos que ficarão para o Município ao longo dos próximos 20 anos. “Defender Santa Cruz é também exigir rigor na utilização de cada euro dos santa-cruzenses”, concluiu o deputado.