DNOTICIAS.PT
Madeira

Carlos Rodrigues contraria parecer dos técnicos sobre edifício na Rua do Sabão

Vice-presidente da autarquia diz não ter sido detectado risco imediato, apesar dos alertas sobre a estabilidade da estrutura

None

A Câmara Municipal do Funchal considera que, para já, não existe risco imediato na estrutura do edifício atingido pelo incêndio na Rua do Sabão, apesar da avaliação técnica divulgada pelo DIÁRIO apontar para perda de estabilidade da torre e para o risco de algumas paredes tombarem sobre imóveis contíguos.

A posição foi assumida por Carlos Rodrigues, vice-presidente da autarquia, que explicou que os serviços municipais de Protecção Civil estão a acompanhar a situação em articulação com os serviços de infraestruturas da Câmara. "A opinião técnica e a análise que foi feita é de que, para já, não oferece risco imediato", afirmou o autarca, esta manhã, junto às operações de combate as chamas em novo incêndio na Zona Velha do Funchal.

Alto Risco

Torre atingida pelo fogo na Rua do Sabão perdeu estabilidade e há paredes que podem tombar sobre os imóveis contíguos. Intervenção urgente é considerada necessária. Família fica desalojada na sequência de incêndio. É esta a notícia que faz manchete na edição impressa do DIÁRIO de Notícias da Madeira desta terça-feira, 29 de Setembro.

Tal como o DIÁRIO avança hoje na sua edição impressa, as avaliações efectuadas depois do incêndio identificaram paredes que perderam parte das condições que garantiam a sua estabilidade, havendo elementos que poderão tombar ou colapsar na direcção dos imóveis vizinhos - onde se inclui, muito objectivamente, o Museu do Açúcar.

Aliás, uma das paredes suscita particular preocupação devido à deformação que apresenta, visível exteriormente numa espécie de 'barriga', aumentando os receios quanto à possibilidade de que possa ceder a qualquer instante. Acresce que qualquer movimento dessa estrutura poderá atingir directamente as construções existentes junto ao prédio incendiado.

À margem das operações de combate às chamas de um novo foco de chamas na Zona Velha do Funchal, Carlos Rodrigues explicou que, após a extinção de um incêndio, é feita uma avaliação da estrutura e da perigosidade associada, um procedimento que, segundo o responsável, foi igualmente aplicado na Rua do Sabão. Nesse caso, acrescentou, não foi detectado o mesmo nível de risco que levou à demolição de parte da estrutura na Rua da Santa Maria.

No caso da Rua do Sabão, esse risco imediato não foi detectado Carlos Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal

A autarquia mantém, contudo, a estrutura sob avaliação e monitorização, reconhecendo a complexidade da zona, marcada pela existência de edifícios antigos que foram sofrendo alterações ao longo dos anos.

"Esta é uma zona da cidade com muita densidade, com prédios que foram crescendo e desenvolvendo-se sobre estruturas diferentes daquelas que eram as estruturas iniciais. Portanto, tudo isto está a ser avaliado", explicou.

Oito pessoas realojadas após incêndio de grandes dimensões na Zona Velha

Duas pessoas, entre as quais uma bombeira, sofreram ferimentos ligeiros. Operação chegou a mobilizar 42 operacionais e 16 viaturas no ataque inicial

Quanto aos desalojados na Rua da Boa Viagem, o vice-presidente da Câmara explicou que foram encaminhados para a Linha 144, passando o alojamento a ser acompanhado pela Segurança Social. A autarquia garante que será assegurado alojamento até existirem alternativas, uma vez que o edifício onde residiam "não tem condições nenhumas de habitabilidade".

Tal como o DIÁRIO avançou em tempo oportuno, no total, foram oito os moradores para quem foi assegurado alojamento. Nem todas as pessoas realojadas residiam no edifício directamente atingido pelas chamas. Pelo menos um dos agregados vivia num prédio contíguo, que não tinha sido alcançado pelo fogo de sexta-feira, mas onde a presença de fumo não permitiu, naquela altura, a permanência em segurança.

Mais Casos

A carregar...

Não existe mais conteúdo

Carregar mais notícias

Erro ao carregar mais conteúdo