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Despejo de idosa em Madrid leva milhares às ruas

Saiba o que é hoje notícia no Mundo e no País

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Foto EPA

Uma manifestação contra os despejos e as dificuldades de acesso à habitação foi convocada para hoje à tarde em Madrid pelo Sindicato das Inquilinas da capital espanhola, na sequência do despejo de uma mulher de 87 anos.

Maricarmen Abascal foi despejada na quarta-feira pela polícia do apartamento onde vivia desde 1956, no centro de Madrid, depois de o imóvel ter sido adquirido por um fundo de investimento.

Logo na quarta-feira saíram às ruas de Madrid 10.000 pessoas, segundo as autoridades, em protesto por este despejo, contra dezenas de outros processos que ocorrem diariamente em Espanha e as crescentes dificuldades de acesso à habitação no país.

O Sindicato das Inquilinas de Madrid, organização que defende o direito à habitação, convocou nova manifestação para hoje para dar continuidade aos protestos.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), em Guimarães, vai inaugurar hoje a segunda parte da retrospetiva dedicada ao artista português Jorge Molder.

Com o título "Come Di (Parte 2)", a exposição assinala o momento em que Molder criou a sua última série em gelatina e sais de prata, passando depois para a tecnologia digital no seu trabalho.

A inauguração, às 17:00, tem entrada gratuita e acontece em simultâneo com outra, da polaca Dorota Jurczak, intitulada "Itede, Itepe".

LUSOFONIA, ÁFRICA E COMUNIDADES

O partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) avalia hoje, em Maputo, o primeiro ano de atividade, em Conselho Nacional, a menos de dois meses do início do julgamento do seu presidente, Venâncio Mondlane, remarcado para 17 de novembro.

O porta-voz da Anamola, Alberto Manhique, explicou que o segundo Conselho Nacional do partido terá como principais eixos a avaliação do trabalho desenvolvido no último ano e analisar o grau de implantação das suas estruturas e reforçar os mecanismos internos de coordenação.

O partido fundado por Venâncio Mondlane foi legalizado em agosto de 2025 e realizou o seu primeiro Conselho Nacional um mês depois, na cidade da Beira, província de Sofala, encontro que aprovou 10 instrumentos normativos destinados a regular o funcionamento da organização.

Entretanto, o Tribunal Supremo (TS) moçambicano reagendou para 17 de novembro o julgamento de Venâncio Mondlane, no âmbito das manifestações que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024, em que foi candidato presidencial e em que o político responde pelos crimes de apologia pública ao crime, incitamento à desobediência coletiva, instigação pública à prática de crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo, numa moldura penal que pode ultrapassar 20 anos de prisão efetiva.