Presidente da Liga de futebol aponta a segurança como "prioridade estratégica"
O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, identificou hoje a segurança como uma prioridade, congratulando a quebra de ocorrências nos estádios em "cerca de 40%", no âmbito do Congresso de Segurança do Thinking Football Sessions.
Na abertura do evento, organizado pela Liga em parceria com o gabinete de contraterrorismo das Nações Unidas, o dirigente apelou a colaboração de todos os agentes desportivos na manutenção da segurança nos jogos, numa altura em que as assistências têm subido.
"Já tivemos nos nossos estádios, esta época, cerca de 700 mil espetadores. Atingimos 49,5% das lotações dos estádios e, na II Liga, uma média de 2.196 adeptos por jogo, a maior marca de sempre, e, na I Liga, mais de 12.200. Se me perguntarem se isto é satisfatório, sim, mas são números que ainda mais nos responsabilizam", alertou, na sede da Liga, no Porto.
O líder do órgão que tutela o futebol profissional enalteceu o trabalho das forças policiais, mas também o trabalho pedagógico da Liga de clubes em campanha com os adeptos, cujo "compromisso" tem sido igualmente decisivo.
"Para a LPFP, esta é uma prioridade estratégica. Agradeço e reconheço o trabalho, o empenho, e o espírito de cooperação de todos os envolvidos. Contem com a LPFP para um trabalho conjunto", disse Reinaldo Teixeira, perante a presença de representantes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP).
O secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, destacou a importância da conferência, que conta com contributos de representantes da UEFA e da FIFA, para a troca de experiências e conhecimento.
"A qualidade das competições profissionais não se mede apenas pelo que acontece dentro das quatro linhas, mas também pela capacidade de organizar espetáculos desportivos que sejam experiências extraordinárias para os que participam e que desejem regressar", observou.
Andrey Reis, diretor de operações de segurança da FIFA, relatou a experiência do seu departamento na organização do Mundial2026, identificando os desafios que Portugal poderá ter de superar em 2030, quando organizar a principal competição de seleções em conjunto com Espanha e Marrocos.
"Foram 74 dias de operação, com mais de 30 empresas de segurança privada envolvidas e uma enorme preparação antes da competição começar. Apesar disso, houve algumas ameaças, nomeadamente credenciais falsas, bilhetes físicos e digitais falsos, voluntários e respetivos uniformes, notícias, adeptos sem bilhete a tentarem entrar nos estádios, invasões de campo ou protestos", explicou.
Na Arena Liga Portugal, no Porto, iniciaram-se hoje as Thinking Football Sessions, um conjunto de conferências que visa à partilha de conhecimento sobre os desafios e as melhoras práticas no futebol profissional.
A primeira sessão, hoje realizada, esteve subordinada ao tema "Análise securitária nas Competições Profissionais de Futebol em Portugal".