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Madeira

Canais digitais reduzem procura nos balcões da Segurança Social

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Foto DR/SRITJ

Os serviços da Segurança Social na Madeira estão a registar uma redução gradual da afluência aos balcões, uma evolução que a tutela associa à crescente utilização dos canais digitais e do atendimento à distância.

A tendência foi destacada, no dia de ontem, durante uma visita da secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, aos Serviços Locais de Santo António e do Monte. Em 2025, estes dois serviços realizaram, em conjunto, mais de 14.300 atendimentos nas áreas do atendimento geral, acção social e apoio domiciliário.

Segundo a Secretaria Regional, a utilização crescente da Segurança Social Directa, e-Clic, atendimento telefónico, marcações através do SIGA e Centro de Contacto está a permitir resolver à distância mais pedidos de natureza informativa e administrativa.

A redução da procura presencial permite, sustenta a tutela, concentrar os recursos dos balcões nos casos que exigem avaliação técnica e acompanhamento personalizado. A Segurança Social mantém uma rede de 40 serviços de atendimento presencial distribuídos pelos 11 concelhos da Madeira.

“A digitalização não substitui a proximidade”, afirmou Paula Margarido, defendendo que a utilização dos diferentes canais permite “dedicar mais tempo às pessoas que necessitam de acompanhamento presencial e personalizado”.

A governante tem vindo a percorrer os serviços locais da Segurança Social da Região, tendo desta vez visitado Santo António e o Monte, onde ouviu também as equipas sobre as necessidades identificadas no atendimento diário à população.

Tal como anunciado no início deste mês, por Paula Margarido, o Centro de Contacto da Segurança Social da Madeira realizou quase 22 mil atendimentos nos primeiros nove meses de actividade. Entre 11 de Dezembro de 2025, data em que entrou em funcionamento, e 7 de Setembro deste ano, foram contabilizados 21.976 atendimentos de primeira linha, numa média de cerca de 130 chamadas por dia. Apenas 13 situações tiveram de ser encaminhadas para acompanhamento especializado de segunda linha.