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Itália garante que imigração ilegal caiu 82% desde 2023

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O Governo italiano afirmou hoje que a imigração ilegal diminuiu 82% desde 2023 e 55% face a 2015, rejeitando as críticas do executivo espanhol, que apontou Lampedusa como exemplo das dificuldades na gestão de fluxos migratórios.

Num comunicado, o Ministério do Interior italiano atribuiu a redução das chegadas às políticas do Governo da primeira-ministra Giorgia Meloni: "Desde janeiro deste ano até à presente data verificou-se um colapso nas chegadas de migrantes irregulares, alcançado precisamente graças às políticas do governo de Giorgia Meloni".

Sem mencionar diretamente o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, o comunicado surge poucas horas depois de o chefe da diplomacia espanhola ter afirmado, numa entrevista televisiva, que alguns governos europeus falharam na resposta à crise migratória em Ceuta, citando Itália como o país com maior pressão migratória.

"Ano após ano, a Itália continua atolada em Lampedusa e é incapaz de resolver esta situação", declarou Albares.

Em resposta, o Ministério do Interior italiano afirmou que o atual executivo "teve de lidar com uma situação herdada de governos anteriores que estava completamente fora de controlo" e destacou que a imigração irregular caiu 82% em relação a 2023, primeiro ano do Governo liderado por Meloni.

O ministério rejeitou igualmente a existência de uma situação de emergência em Lampedusa, informando que se encontram atualmente 98 migrantes na ilha e que "não existe qualquer situação de emergência há já algum tempo".

Segundo dados oficiais italianos, entre 01 de janeiro e 31 de julho chegaram às costas italianas 16.479 migrantes, contra 36.545 registados no mesmo período de 2016.

Na sequência da crise migratória em Ceuta, Itália suspendeu temporariamente, na sexta-feira, a aplicação do Acordo de Schengen nas ligações com Espanha, introduzindo controlos nos portos e aeroportos para viajantes provenientes do país vizinho.

A primeira-ministra Giorgia Meloni justificou a decisão com razões de "segurança nacional", classificando a medida como extraordinária.