Comprar casa na Calheta ronda, em média, os 920 mil euros
O mercado imobiliário português continua a apresentar comportamentos distintos consoante o território, com a Madeira a destacar-se entre os mercados de maior valorização e procura. Segundo o mais recente Barómetro dos Concelhos do Imovirtual, sete concelhos nacionais apresentam já preços médios de venda iguais ou superiores a 750 mil euros, evidenciando um mercado cada vez mais diversificado, onde os valores das casas reflectem dinâmicas locais ligadas à procura residencial, investimento, turismo e qualidade de vida.
Na Madeira, a Calheta mantém uma posição de destaque ao integrar o grupo dos concelhos mais caros do país para comprar casa, com um preço médio de 920 mil euros. O concelho ocupa o terceiro lugar a nível nacional, apenas atrás de Cascais (1,3 milhões de euros) e Grândola (1,1 milhões de euros), confirmando a crescente valorização de alguns territórios insulares. O grupo dos sete concelhos onde o preço médio das casas atinge ou ultrapassa os 750 mil euros integra ainda Castro Marim (860 mil euros), Loulé (779 mil euros), Oeiras (750 mil euros) e São Brás de Alportel (750 mil euros).
Além da Calheta, o Funchal surge também entre os mercados com maior pressão no arrendamento, apresentando uma renda média mensal de 1.600 euros, um dos valores mais elevados do país. Este cenário reflecte a forte atratividade da capital madeirense, impulsionada pela procura residencial, pelo turismo e pelo interesse de investidores nacionais e internacionais.
Cascais apresenta a renda média mais elevada do país, nos 2.500 euros por mês, seguindo-se Alcácer do Sal (2.000 euros), Sines (1.875 euros), Lisboa (1.850 euros), Faro e Lagos, ambos com 1.800 euros, Oeiras (1.700 euros), Montijo (1.650 euros) e Loulé (1.630 euros).
Os dados mostram que os mercados com preços mais elevados não são necessariamente os que registam as maiores taxas de crescimento anual. As valorizações mais expressivas continuam a surgir em alguns concelhos com preços mais acessíveis.
Mais do que identificar os concelhos onde é mais caro ou mais barato comprar ou arrendar casa, os dados mostram um mercado imobiliário no qual os níveis de preços e os ritmos de valorização evoluem de forma distinta entre territórios.