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Golf, o que realmente está em jogo

Acredito que um novo campo de golfe é muito mais do que um investimento no turismo e na economia. É um investimento na saúde, no desporto e na qualidade de vida

O desporto é já uma das marcas que identificam a Calheta. Aqui, o apoio às diversas modalidades, clubes e atletas tem sido uma prioridade ao longo do tempo. O panorama atual e os resultados falam por si.

Assim é porque o desporto nunca foi tratado como um luxo ou como uma despesa. É acima de tudo um investimento em cada um dos calhetenses, nos mais jovens e nos menos jovens, na sua saúde e bem-estar, na disciplina de quem pratica e acima de tudo no orgulho de quem representa a Calheta fora de portas.

E o campo de Golf da Ponta do Pargo, para além de todas as mudanças estruturantes que representará para a freguesia da Ponta do Pargo, para o concelho e mesmo para a região, pela criação de novas infra estruturas; pelo positivo impacto paisagístico; pelo investimento imobiliário e turístico; pela maior atratividade e criação de inúmeros postos de trabalho, proporcionará, acima de tudo, um novo espaço para praticar desporto e uma nova modalidade não só para os que nos visitam mas principalmente para os nossos.

Um campo de golfe é, e tem de ser, antes de tudo, um investimento para a nossa população, capaz de proporcionar novas experiências e criar condições para que possam praticar uma modalidade que, durante muitos anos, esteve distante da realidade de grande parte das pessoas.

E há já uma prova concreta de que este potencial existe.

Mesmo sem o novo campo estar concluído, e graças à colaboração com o Campo de Golfe do Santo da Serra, já mais de meia centena de atletas do concelho deram os primeiros passos nesta modalidade no espaço de apenas um ano. São pessoas que descobriram o golfe, experimentaram uma nova forma de praticar desporto e que, hoje, não dispensam a sua prática.

Este número diz muito mais do que qualquer estudo económico. Diz-nos que existe interesse, que existe procura e, sobretudo, que existe uma comunidade que está a nascer em torno desta modalidade.

O golfe, em particular pode ser praticado ao longo de muitas fases da vida e permite conciliar atividade física, contacto com a natureza, concentração e convívio.

Por isso, quando discutimos um novo campo de golfe, devemos olhar para além do impacto urbanístico, número de turistas ou dos ganhos a refletir na economia. Devemos perguntar também: quantas pessoas do nosso concelho poderão beneficiar deste espaço? Quantas crianças e jovens poderão descobrir uma nova modalidade? Quantos adultos poderão encontrar uma nova forma de praticar desporto e conviver?

A experiência deste último ano já nos dá parte da resposta.

Os cinquenta e seis atletas começaram a praticar golfe sem que exista ainda o novo campo. O que nos leva a prever já a adesão à prática da modalidade quando houver uma infraestrutura acessível, próxima e pensada também para a população local.

É por isso que acredito que um novo campo de golfe é muito mais do que um investimento no turismo e na economia. É um investimento na saúde, no desporto e na qualidade de vida.

O turismo e a economia beneficiarão certamente, mas uma infraestrutura que transforma hábitos, cria atletas e melhora a vida das pessoas, deixará uma marca muito mais profunda no nosso concelho.

Todos juntos demos o primeiro passo para que, quando o Campo de Golf da Ponta do Pargo abrir portas, já tenha quem o acarinhe e o sinta como seu.

E se dúvidas existirem que se pergunte a qualquer um dos cinquenta e seis praticantes.