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Madeira

Chega denuncia abandono em Santo Amaro e Santa Quitéria

Partido aponta problemas de salubridade, lixo, alegado tráfico e consumo de droga e insegurança na zona

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O Chega Madeira denunciou problemas de salubridade, segurança e alegadas situações irregulares na habitação pública no percurso entre a Creche de Santo Amaro e a Zona Industrial de Santa Quitéria, no Funchal.

Em comunicado, o partido afirma ter constatado, após uma deslocação ao local, “graves problemas de salubridade urbana e falhas crónicas na recolha de resíduos”, bem como espaços ajardinados ao abandono e com lixo.

O Chega alega ainda a existência de fogos habitacionais propriedade da IHM ocupados por imigrantes, afirmando que poderão estar em causa “situações de apoderamento da coisa pública”, “subarrendamento ilegal” ou disponibilização de fogos públicos. As alegações não são acompanhadas, no comunicado, por dados sobre o número de habitações ou de situações identificadas.

O partido denuncia igualmente o que classifica como um aumento do consumo e tráfico de droga “a ‘céu aberto’”, assim como um sentimento de insegurança entre os moradores. Segundo o Chega, no período nocturno as ruas ficam praticamente desertas e funcionários de uma grande superfície comercial são obrigados a organizar-se em grupos para sair do trabalho em segurança.

Hugo Nunes, líder parlamentar do Chega Madeira, considera “revoltante” a situação e defende uma “fiscalização urgente e rigorosa” à habitação pública.

Já Maria do Carmo Gomes, líder do grupo municipal do partido, acusa o executivo da Câmara Municipal do Funchal de “assobiar para o lado” perante a degradação da zona. “A Câmara tem a obrigação de garantir limpeza, iluminação e autoridade nos bairros”, afirma.

Nelson Ferreira, presidente da Concelhia do Funchal e deputado municipal, pede, por sua vez, um reforço do policiamento de proximidade. “A população de Santo Amaro e Santa Quitéria está farta de promessas e de jogos de empurra entre o Governo e a Câmara”, sustenta.

O Chega não apresenta no comunicado dados que sustentem as alegações relativas à criminalidade, ao tráfico de droga ou à ocupação de habitação pública, nem é indicada qualquer resposta da IHM ou da Câmara Municipal do Funchal às acusações.