Substituição de equipamentos de elevação custa quase 250 mil euros à Protecção Civil
Resposta organizada por níveis de capacidade garante “matriz única” no socorro
Foram entregues esta sexta-feira, a todos os corpos de bombeiros da Região, kits de elevação de emergência para operações de socorro, salvamento e desencarceramento, bem como detectores de gazes Hazmat, num investimento global que rondou os 250 mil euros, verba exclusiva do Orçamento da Região, através do Serviço Regional de Protecção Civil.
Conforme notou a secretária regional de Saúde e Protecção Civil estes equipamentos foram adquiridos de forma uniformizada, permitindo que os diferentes corpos de bombeiros disponham de material com características semelhantes.
“Não só [vai garantir] que a formação seja igual para todos os corpos de bombeiros, formação essa dada pelo Serviço Regional de Protecção Civil, mas também, em situações no teatro de operações, todos os corpos de bombeiros que tenham que intervir de uma forma conjunta saibam como utilizar os equipamentos, porque são iguais para todos”, explicou.
Micaela Freitas, que assistiu a uma demonstração da capacidade de alguns desses equipamentos, na sede da Protecção Civil regional, na Cancela, deu conta de que parte do material permitirá substituir equipamentos que já se encontravam em fim de vida, contribuindo para a actualização dos meios disponíveis para as operações de socorro na Região.
Foram entregues esta sexta-feira, a todos os corpos de bombeiros da Região, kits de elevação de emergência para operações de socorro, salvamento e desencarceramento, bem como detectores de gazes Hazmat, num investimento global que rondou os 250 mil euros, verba exclusiva do Orçamento da Região, através do Serviço Regional de Protecção Civil (SRPC).
Conforme notou a secretária regional de Saúde e Protecção Civil estes equipamentos foram adquiridos de forma uniformizada, permitindo que os diferentes corpos de bombeiros disponham de material com características semelhantes.
“Não só [vai garantir] que a formação seja igual para todos os corpos de bombeiros, formação essa dada pelo Serviço Regional de Protecção Civil, mas também, em situações no teatro de operações, todos os corpos de bombeiros que tenham que intervir de uma forma conjunta saibam como utilizar os equipamentos, porque são iguais para todos”, explicou.
Micaela Freitas, que assistiu a uma demonstração da capacidade de alguns desses equipamentos, na sede da Protecção Civil regional, na Cancela, deu conta de que parte do material permitirá substituir equipamentos que já se encontravam em fim de vida, contribuindo para a actualização dos meios disponíveis para as operações de socorro na Região.
“Matriz única” no socorro
Interpelado sobre as mais-valias dos novos equipamentos, o presidente do Conselho Directivo do Serviço Regional de Protecção Civil apontou a capacitação de todas as corporações regionais para uma “matriz única de resposta”, com diferentes níveis de capacidade e especialização distribuídos pelo território, em que assenta o socorro da Região.
A ideia, disse, passa por garantir que todos os bombeiros tenham competências elementares, enquanto determinadas corporações dispõem de equipamentos e meios intermédios ou avançados para intervenções mais complexas. Richard Marques deu como exemplo o que já acontece com o modelo utilizado no combate aos incêndios rurais. “Cada corpo de bombeiros tem uma área de especialidade”, explicou, acrescentando que determinadas competências devem, contudo, estar disponíveis de forma transversal.
É o caso do salvamento e desencarceramento. “Esta é uma capacidade que tem de ser elementar, tem de ser transversal a todos os corpos de bombeiros da Região”, afirmou.
A partir dessa capacidade de base, o Serviço Regional de Protecção Civil pretende criar uma rede com equipamentos diferenciados estrategicamente colocados nas duas ilhas. Richard Marques explicou que esse “nível intermédio” permitirá reforçar a capacidade de resposta quando uma ocorrência exigir meios mais pesados.
“Todos os corpos de bombeiros têm capacidade elementar”, adiantou. Já o nível intermédio está actualmente disponível nos Bombeiros Mistos da Ribeira Brava e Ponta do Sol, na Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal, em Machico e no Porto Santo. No caso do Porto Santo, a opção justifica-se pela condição de isolamento.
Sapadores do Funchal vão receber nível avançado
O próximo passo passa pela aquisição de meios correspondentes a um nível avançado para a Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal.
Richard Marques explicou que, dentro da matriz integrada definida pelo Serviço Regional de Protecção Civil, caberá aos sapadores do Funchal concentrar um conjunto de capacidades de especialidade, nomeadamente elevações de emergência, busca e resgate em estruturas colapsadas e resgate em valas.
A organização pretende, desta forma, evitar uma dispersão dos meios altamente especializados e garantir que, perante uma ocorrência de maior complexidade, seja possível mobilizar rapidamente a equipa com a capacidade adequada.
Detectores de gases em todos os corpos
Entre os equipamentos entregues esta sexta-feira encontram-se também detectores de gases, destinados a reforçar a segurança das equipas na primeira abordagem a ocorrências potencialmente perigosas.
Richard Marques explicou que estes equipamentos permitem às equipas perceber, logo à chegada ao local, se estão perante uma área contaminada e quais os cuidados necessários para a intervenção.
A detecção de gases constitui, assim, uma competência transversal, enquanto outras capacidades de maior especialização serão concentradas em determinados corpos de bombeiros.
Machico e Santa Cruz especializados em matérias perigosas
No domínio das matérias perigosas, o modelo prevê ainda uma especialização de Machico e Santa Cruz. Estas corporações deverão desenvolver capacidades quer ao nível das equipas de reconhecimento e avaliação da situação, quer da futura equipa de intervenção.
O objectivo é que, perante uma ocorrência, os primeiros meios consigam assegurar uma resposta imediata e, quando necessário, possam ser rapidamente reforçados por equipas dotadas de competências e equipamentos específicos para operações de maior complexidade.
Resposta integrada
A demonstração das potencialidades dos novos equipamentos ficou a cargo de José Minas, comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal e coordenador da área técnica de Salvamento e Desencarceramento do Centro de Formação do SRPC, que deu conta de que o sistema resulta de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos e assenta numa resposta integrada, com kits elementares, intermédios e avançados distribuídos pelos corpos de bombeiros.
Na ocasião, destacou que o investimento permite substituir almofadas de elevação que já se encontravam em fim de vida por equipamentos com uma vida útil estimada de 30 anos.
Durante a demonstração, José Minas explicou que as novas almofadas de alta pressão podem atingir capacidades de elevação de até 60 toneladas, embora a sua utilização efectiva dependa da forma e da superfície de contacto. O equipamento intermédio, por sua vez, inclui uma almofada capaz de elevar até 40 toneladas, sendo este o tipo de equipamento que, segundo o responsável, poderá ser utilizado em operações de desencarceramento de autocarros. Sublinhou também que, antes de qualquer elevação, a estrutura tem de ser devidamente estabilizada, garantindo a segurança dos bombeiros que trabalham no local.